“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel

“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel
Villa Borghese, Roma, Itália.

Genes extintos no DNA humano atual

domingo, 20 de março de 2016


Dente encontrado na caverna de Denisova (divulgação/Nature)

A miscigenação na Pré-História era bem mais variada do que se imaginava. Um estudo do material genético do homem moderno e de dois ancestrais humanos neandertais e denisovanos mostrou que em vários momentos e em vários continentes ocorreram cruzamentos entre eles. 

Um pequeno percentual de genes desses ancestrais humanos extintos ainda está presente no ser humano moderno, mas em diferentes proporções, revelando a história das migrações pré-históricas. 

Fósseis já haviam demonstrado que houve convivência entre o homem moderno e seus primos arcaicos encontrados em cavernas, o homem de Neanderthal (Alemanha) e o de Denisova (Sibéria, na Rússia). Enquanto o primeiro já era conhecido desde 1856, o segundo só foi descoberto em 2008. 

Do homem de Denisova existem somente dois dentes, um osso de dedo da mão e outro dedo do pé, com idade aproximada entre 40 e 50 mil anos. Assim, os denisovanos são conhecidos mais pelos seus genes que aparecem em humanos modernos, conforme explica Joshua Akey, líder da equipe de pesquisa da Universidade de Washington, Seattle (EUA). 

Fonte: A Tribuna (20/03/2016) 

A Perda Irrecuperável

sábado, 19 de março de 2016

"Os anos da nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa e nós voamos!" 
(Salmos 90:10, NVI).


Quando comparamos o presente do homem na Terra, com o tempo que desconhecemos, parece-me como o voo rápido de um único pardal através de um salão de banquetes em um dia de inverno. Depois de alguns momentos de conforto, ele desaparece de vista no mundo frio do qual veio. 

Henrique VIII: Nesses últimos dias, tenho pensado muito sobre a perda. Que perda, Sua Graça, é para o homem a mais irrecuperável?

Duque de Suffolk: Sua virtude.

Henrique VIII: Não. Por suas ações ele poderá resgatar sua virtude.

Duque de Suffolk: Então, sua honra.

Henrique VIII: Não. Mais uma vez, ele pode encontrar os meios para recuperá-la. Assim como um homem encontra os meios para recuperar a riqueza que perdeu.

Duque de Suffolk: Então eu não sei dizer, majestade.

Henrique VIII: Tempo, Sua Graça. De todas as perdas, o tempo é o mais irrecuperável, pois ele nunca poderá ser resgatado. 


[Este diálogo imaginário foi extraído de uma produção cinematográfica. O objetivo é promover a reflexão sobre esse bem tão valioso - e tão desperdiçado - o tempo].

Frutos da Pax Romana

segunda-feira, 14 de março de 2016

Templo de Augusto e Lívia em Vienne, França (final do séc. I a.C.)

"QUE OUTROS SINTAM SIMPATIA PELO PASSADO! EU ME FELICITO POR TER VINDO AO MUNDO SÓ AGORA. ESTE SÉCULO ME AGRADA."

Ovídio, A Arte de Amar, Livro III.

Pérola de Simón Bolívar

domingo, 13 de março de 2016


Ciro, o Grande (555-529 a.C.)

sábado, 12 de março de 2016


Os medos e persas são indo-europeus. Como se instalaram na Ásia no início do II milênio a.C., ocupando o planalto do Irã, ficaram conhecidos como arianos. Estiveram submetidos aos assírios por um longo período. No séc. VII a.C., quando os impérios entraram em declínio, eles constituíram os seus reinos: os medos ao norte, e os persas ao sul. Enquanto isso, a religião de Zoroastro dava ao seu espírito guerreiro uma força moral e uma coesão sem precedentes. 

O reino dos medos foi o mais poderoso durante cerca de um século. Seu soberano Ciaxares II (625-584 a.C) contribuiu para a ruína da Assíria e avançou até o Halis. Ele foi sucedido por Astíages, que terminou deposto por Ciro, o fundador do Império Persa. Através de uma série de conquistas, que o colocam em pé de igualdade com o brilhantismo de Alexandre Magno, Ciro controlou não só a Babilônia, a Assíria e Urartu, como também a Alta Mesopotâmia e a Lídia, a oeste, e as províncias do Irã e do Afeganistão, a leste (ver o mapa acima). Os persas entraram em contato então com as civilizações do Indo. [Nota: em Daniel 7:5 está a profecia sobre a ascensão dos medos, e a posterior preponderância dos persas] 

Explicam tais conquistas o valor pessoal do herói lendário, a sua moderação e mesmo a sua real generosidade para com os vencidos. Além disso, a dominação possuía um traço superficial e inicialmente pouco incômodo. 

É interessante frisar que o nascimento Ciro foi antecipado em 150 anos na Bíblia: 

"Que digo de Ciro: é o meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: tu serás edificada; e ao Templo: tu serás fundado" (Isaías 44:28). 

No mesmo livro, lemos: 

"Assim diz o Senhor ao seu ungido: a Ciro, cuja mão direita seguro com firmeza para subjugar as nações diante dele e arrancar a armadura de seus reis, para abrir portas diante dele, de modo que as portas não estejam trancadas" (45:1, NVI).

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Bibliografia consultada:
PETIT, P. O Mundo Antigo. Lisboa: Edições Ática, 1976, p. 99-100.  

A Aniquilação da Educação Brasileira

sexta-feira, 11 de março de 2016





Há tempos tenho alertado sobre a ameaça representada pelo marxismo cultural, e em especial pela ideologia de gênero. Todo o patrimônio cultural da civilização ocidental está a ser colocado em xeque. Recentemente eu publiquei um artigo e concedi uma entrevista sobre as mudanças propostas pelo MEC para a Base Nacional Comum Curricular (confira-os aqui). 

O que me espanta, em meio a toda essa polêmica, é o silêncio ruidoso da comunidade cristã. Felizmente, hoje eu descobri um artigo sobre o assunto num portal criacionista

Meus parabéns ao Michelson Borges. Poucos têm a sua coragem.

«Grandes Questões da História», de Harriet Swain (org.)

quinta-feira, 10 de março de 2016



Jorge Luis Borges acreditava que a leitura é uma forma de felicidade. Eu também. Justamente por isso gostaria de partilhar a minha alegria em ter lido mais um livro. Trata-se dessa coletânea de artigos, publicada pela editora carioca José Olympio em 2010. 

A ideia do livro foi a de confrontar historiadores com questões que eles normalmente evitam - o que ganha as guerras? O que faz um grande líder? Como começam os movimentos intelectuais? Como acontecem os booms culturais? A História pode ter fim? Fornecer respostas a essas questões é um desafio, sobretudo em poucas páginas. Para quem aprecia temas instigantes, redigidos de forma objetiva e com farta indicação bibliográfica (para posterior aprofundamento), esse é o livro.

É interessante como os historiadores puseram de lado as suas inibições e arriscaram pontos de vista sobre alguns temas históricos gerais a respeito dos quais a maioria das pessoas possivelmente especula ao longo da vida.