“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel

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Villa Borghese, Roma, Itália.
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Atividade sobre a Revolução Francesa

terça-feira, 14 de setembro de 2021

 

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada em agosto de 1789, na França, transformou radicalmente as relações políticas e sociais existentes até então. Suas ideias, e muitos valores presentes no processo revolucionário como um todo, influenciaram diversos outros povos ao redor do mundo. A noção de igualdade, especialmente perante a lei e a Justiça, era algo inteiramente novo e transformador na França do século XVIII.

A partir dessas informações, produza um texto dissertativo-argumentativo, levando em consideração as seguintes questões:

- Durante a Revolução Francesa, as aspirações de liberdade e igualdade levaram a excessos que, em última análise, tornaram a vida dos franceses ainda pior do que sob o Antigo Regime. Explique como isso se deu.

- A noção de igualdade perante a lei existe em nossa Constituição? Na prática, na sociedade brasileira, todos são tratados de forma igual, independentemente da posição social, cargos ou poder aquisitivo?

- Assim como durante a fase mais radical da Revolução Francesa, também corremos o risco de perder nossa liberdade e demais direitos em nome de ideais ou circunstâncias "maiores" (crises, pandemias, emergências climáticas, etc.)? Explique.  

Faces da Segunda Guerra Mundial

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Dr. Edmund Bursche (1881-1940), uma das milhões de vítimas desconhecidas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 

O historiador Martin Gilbert se destacou por escrever obras que, de forma magistral, dão conta, ao mesmo tempo, do panorama histórico e de vidas de pessoas "comuns" - e, em muitos casos, anônimas. Assim, contempla os grandes acontecimentos sem descuidar de um toque profundamente humano.

A atividade que proponho aqui aos alunos se concentra nas vítimas, nos heróis e nos vilões da Segunda Guerra Mundial, conforme relatados por Gilbert. Em primeiro lugar, faça a leitura completa do capítulo proposto (o PDF da obra segue ao final deste post). A seguir, recolha os relatos cujas "pistas" seguem abaixo. As histórias deverão ser identificadas e anotadas numa folha, que deverá se fotografada e a imagem enviada pelo e-class. Redija a atividade a caneta azul ou preta. 


Cap. 1 - A invasão da Polônia (setembro de 1939)

- Em Wieruszow, Polônia, uma história trágica envolvendo um pai e sua filha.

- Dr. Pfannmüller e a eutanásia. 


Cap. 2 - A Polônia derrotada (outubro de 1939)

- A execução do pároco de Chocz.

- O primeiro massacre de judeus de Varsóvia.


Cap. 3 - Guerra na Finlândia (novembro de 1939)

- Na Guerra Russo-Finlandesa, a derrota do general Vinogradov.

- O discurso corajoso do comandante do 1º exército alemão.


Cap. 4 - O campo de batalha escandinavo (inverno de 1939-1940)

- A morte agonizante de um membro eminente do Partido Social-Democrata alemão.

- A humilhante morte de um escultor judeu em Stutthof, Polônia.


Cap. 5 - A ofensiva alemã no Ocidente (maio de 1940)

- A engenhosa estratégia do presidente Roosevelt para contornar seu próprio Ato de Neutralidade.

- O contexto da morte do herdeiro do trono imperial alemão.


Cap. 6 - Dunquerque (maio de 1940)

- Crime de guerra cometido contra prisioneiros pela SS num palheiro, em Dunquerque.  

- Um dos defensores do perímetro de Dunquerque morreu heroicamente em 30 de maio de 1940 era membro do parlamento britânico.


Cap. 7 - A batalha da França (junho de 1940)

- O discurso estimulante do general francês Weygand.

- Um judeu austríaco, romancista, aluno de Freud e amigo de Kafka.


Cap. 8 - A agonia francesa e a determinação inglesa (junho-julho de 1940)

- A declaração de uma mulher de Lille, ao ver Hitler através de uma janela.

- A morte de um antigo reitor da Faculdade de Teologia Protestante da Universidade de Varsóvia.


Cap. 9 - A batalha da Inglaterra (agosto-setembro de 1940)

- O único piloto britânico a receber a mais alta condecoração por bravura durante toda a guerra. 

- A visita de um pai judeu, pacifista e que perdeu seus dois filhos, a um piloto alemão no hospital.


Cap. 10 - "A guerra está ganha!" (Hitler) (outubro de 1940)

- O tenente e o capitão que receberam a cruz George por removerem uma bomba.

- A discussão de nove horas infrutífera e desgostosa para Hitler.


Cap. 11 - A "nova ordem da tirania" (Roosevelt) (inverno de 1940-1941)

- A estreia, em Berlim, de um segundo filme antissemita.

- Grupo de judeus deportados para Varsóvia - uma criança atirada na neve.


Cap. 12 - A guerra se alastra (janeiro-março de 1941)

- O espião alemão que foi capturado pelos britânicos e fuzilado sentado numa cadeira.

- Goering e o funcionário alemão que levantou objeções legais ao confisco de obras de arte de coleções particulares de judeus. 


Cap. 13 - A conquista alemã da Iugoslávia e da Grécia (abril de 1941)

- Cientistas ocidentais descobriram, em 1941, um elemento químico fundamental à criação de uma bomba atômica.

- O suicídio de um major de artilharia grego.


Cap. 14 - A queda de Creta e a guerra na África (abril-maio de 1941)

- A deserção do segundo homem do Partido Nazista e confidente de Hitler.

- A resposta de Stalin ao comandante militar soviético de Kiev, pouco antes da invasão alemã da União Soviética.


Cap. 15 - A invasão da União Soviética pela Alemanha (junho de 1941)

- O destino de um médico judeu que operava uma mulher cristã no dia 25 de junho de 1941, em Lutsk.

- O testemunho de um sargento da SS sobre o massacre de judeus numa floresta nos arredores da cidade de Drohobycz, Galícia.


Cap. 16 - Terror no Leste (julho-agosto de 1941)

- O massacre de 75 judeus e russos em Mariempole (1941).

- O martírio heroico de um padre católico polonês em Auschwitz.


Cap. 17 - Em direção a Leningrado, Moscou e Kiev (setembro de 1941)

- Um testemunho sobre o massacre de judeus e sérvios na cidade iugoslava de Sabac.

- O desastre da retirada do general soviético Kirponos.


Cap. 18 - A União Soviética contra a parede (setembro-outubro de 1941)

- A execução de 1800 judeus do gueto de Kovno.

- O massacre de 25 mil judeus em Odessa.


Cap. 19 - "Decidindo o destino da Europa" (Hitler) (novembro de 1941)

- A execução de uma enfermeira judia que trabalhara num hospital de campanha para oficiais russos capturados pelos alemães na batalha de Minsk.

- A execução de oito judeus de Varsóvia que haviam tentado sair do gueto em busca de comida. O testemunho de uma das vítimas, uma jovem que enviou um recado à família.


Cap. 20 - Os limites da conquista alemã (dezembro de 1941)

- O diálogo entre o mufti de Jerusalém e Hitler (28/12/1941). 

- O pedido do decano dos historiadores judeus.


Cap. 21 - O Japão ataca (dezembro de 1941)

- O heroísmo do chefe da seção de munições da Força Aérea americana, em Pearl Harbor.

- O ataque de um policial alemão a um cortejo fúnebre de um judeu, em Varsóvia.


Cap. 22 - "Já não estamos sós" (Churchill) (Ano-Novo de 1942)

- A atitude de camponeses que assistiram ao fuzilamento de 807 judeus na aldeia de Usachi, na Rússia branca.

- As palavras de ânimo de Churchill após a queda de Cingapura.


Cap. 23 - Guerra total (fevereiro-abril de 1942)

- O esvaziamento dos hospitais psiquiátricos que ainda restavam na Alemanha para "dar lugar" aos soldados alemães feridos e evacuados da frente oriental.

- A fuga do general Henri Giraud.


Cap. 24 - A expansão da resistência e do terror (verão de 1942)

- O tenente da marinha americana que foi um herói da batalha do mar de Coral.

- A coragem do jovem oficial alemão de 25 anos que se pronunciou contra as atrocidades cometidas na frente oriental.


Cap. 25 - Vitórias do Eixo (julho de 1942)

- Uma agente britânica e uma judia licenciada em História evidenciaram o papel assumido pelas mulheres nas tarefas mais perigosas da guerra. 

- Judeus que sobreviveram aos ataques alemães e organizaram refúgios, nas regiões de Chechivichi e Niesvizh, Rússia branca.


Cap. 26 - Guadalcanal, Dieppe e El Alamein (agosto-setembro de 1942)

- Dentre as centenas de judeus holandeses executados nas câmaras de gás, houve uma freira católica, canonizada 45 anos mais tarde.

- A criada que trabalhava para guerrilheiros e matou um assassino de milhares de judeus e russos.


Cap. 27 - A batalha de Stalingrado e a operação Torch (setembro-outubro de 1942)

- O heroísmo de uma enfermeira que cuidou de 28 homens gravemente feridos antes de morrer.

- Os funcionários de um orfanato de Bruxelas que enfrentaram a Gestapo.


Cap. 28 - A mudança da maré a favor dos aliados (inverno de 1942)

- O grupo de poloneses cristãos, liderados por duas mulheres, que organizou um conselho de auxílio aos judeus. O perigo que enfrentavam.

- O capitão de uma força britânica que seguiu lutando, mesmo após ser ferido no rosto, e por isso recebeu a cruz Victoria.    


Bibliografia para a atividade: GILBERT, Martin. A Segunda Guerra Mundial - os 2174 dias que mudaram o mundo. Tradução de Ana Luísa Faria e Miguel Serras Pereira. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2014. > Disponível aqui.

#IMH Atividades 1

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Os alunos do 1º ano da EEEM "Irmã Maria Horta" deverão ter o caderno completo com os conteúdos de "Introdução aos Estudos Históricos" para responderem as questões abaixo. Caso não tenha as anotações, é possível copiá-las a partir de uma entrevista disponível aqui. Nesse caso, concentre-se nas questões são a 4, a 5, a 8 e a 9.

Não é necessário transcrever as perguntas que se seguem; basta respondê-las no caderno e apresentá-las ao professor na aula do dia 3 de março de 2020. A fim de facilitar a resolução das atividades, recomendo a todos acessarem a entrevista indicada acima.

1. Com a definição de História de Marc Bloch em mente, explique porque é errado dizer que a História estuda o passado.  

2. Explique de que forma a historiografia positivista contribuiu para reforçar a posição das elites ao longo da História. 

3. Defina materialismo histórico dialético. Qual corrente historiográfica criou esse conceito?

4. Pesquise sobre um tipo de pesquisa inovadora desenvolvida pelo movimento dos Annales. Você pode pesquisar pelos trabalhos dos seguintes historiadores: Marc Bloch, Lucien Febvre, Jacques Le Goff, Georges Duby, Fernand Braudel, Jacques Revel, Pierre Nora, Emmanuel Le Roy Ladurie, dentre outros. 

5. Os Annales ampliaram o conceito de fonte ou documento histórico, que passou a incluir não apenas documentos escritos, mas também toda sorte de documentos não escritos. Nesse sentido, faça uma pesquisa e dê um exemplo de fonte histórica iconográfica, e um exemplo de fonte material. 

6. Imagine que um historiador do futuro se proponha a pesquisar sobre a EEEM "Irmã Maria Horta". Aponte pelo menos três tipos de documentos históricos aos quais ele poderia consultar.

7. Indique, em algarismos romanos, os séculos das datas abaixo:
a) 2330 a.C.
b) 1000
c) 810 a.C.
d) 44

A Unidade da Cristandade Medieval

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

No livro A Idade Média explicada aos meus filhos, o historiador francês Jacques Le Goff (1924-2014) é entrevistado sobre vários assuntos referentes ao período medieval. Leia abaixo um trecho selecionado da entrevista e, depois, responda ao que se pede. 

Entrevistador: Na Idade Média, todos os países da Europa eram cristãos e o chefe dos cristãos era o papa, que morava em Roma. Mas será que as pessoas já tinham consciência dessa unidade? 

Le Goff: Mais ou menos a partir do século XI, os cristãos organizaram expedições em comum contra os muçulmanos, na Palestina, para reconquistar os "lugares santos" onde Cristo tinha morrido e ressuscitado. São as Cruzadas (elas aconteceram entre 1095 e 1291, data da queda da última resistência cristã na Palestina, São João D'Acre). Os homens e mulheres da Idade Média tiveram então o sentimento de pertencer a um mesmo grupo de instituições, de crenças e de hábitos: a Cristandade. Mas é muito importante compreender o seguinte: contrariamente aos dois outros "monoteísmos", judeu e muçulmano [...], os cristãos dividiam o poder exercido na terra entre, de um lado a Igreja (poder "espiritual"), e de outro os chefes leigos (o poder "temporal"); logo, entre o papa de um lado, os reis e imperadores do outro.

Entrevistador: Por que os cristãos faziam essa distinção? 

Le Goff: Ela vem do livro sagrado dos cristãos, o Evangelho, no qual Jesus prescreve que se dê a Deus aquilo que lhe é de direito, e a César, isto é, aos chefes leigos, aquilo que lhe é de direito (o governo do país, o exército, os impostos, etc.). Essa distinção vai impedir que os europeus vindos do cristianismo atribuam todos os poderes a Deus e aos clérigos e vivam naquilo que chamamos de "teocracia" (países comandados por Deus). Ela permitirá que, a partir do século XIX, sejam fundadas as democracias (poder vindo do povo). 

LE GOFF, Jacques. A Idade Média explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2007, p. 77-78. 

1. Para Le Goff, qual era o elemento unificador dos reinos europeus? 

2. Que papel tiveram as Cruzadas na formação dessa unidade? 

3. Pensando no que disse o historiador, comente qual é a relação entre o monoteísmo cristão consolidado na Europa durante a Idade Média e o desenvolvimento das democracias modernas no século XIX. 

4. Na sua opinião, existe(m) hoje algum(alguns) elemento(s) que confira(m) unidade ao mundo ocidental? Argumente em defesa da sua ideia. 

Atividade extraída de VICENTINO, Cláudio & VICENTINO, José Bruno. Olhares da História: Brasil e Mundo. Colaboração de Severio Lavorato Júnior. 1. ed. São Paulo: Scipione, 2016,  p. 222.

Textos Complementares - EF II

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A fim de promover o aprofundamento nos temas estudados neste primeiro bimestre, indico aos alunos do Ensino Fundamental II do CAV os seguintes posts:

7º ano A/BAs Origens da Inquisição

8º ano A/BAdam Smith

9º ano A/BAs Vítimas de Stalin

Recomendo também aos alunos do 9º ano a bem-humorada e imperdível matéria gravada em 1985 pelo repórter Ernesto Varela (personagem interpretado por Marcelo Tas): URSS: A orelha do livro da história 

* Duas correções factuais importantes: A malfadada invasão de Napoleão à Rússia ocorreu em 1812, e não em 1856, como mencionado logo no início; a União Soviética entrou na Segunda Guerra Mundial em 1941, após a invasão alemã de seu território (Operação Barbarossa), e não em 1945, como também foi informado. 

Textos Complementares - Ensino Médio

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A fim de promover o aprofundamento nos temas estudados neste primeiro bimestre, indico aos alunos do Ensino Médio do CAV a leitura dos seguintes textos:

1º anoA Memória Evanescente

2º ano: Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã e Revista História Viva (trecho indicado - dossiê "Os Maçons", apenas as p. 28-33; 40-43 e 46-49). 

Nessa mesma revista, indico aos alunos do 3º ano a leitura do artigo "Kamikazes, as bombas humanas" (p. 68-73). 

3º anoObama atou as mãos de Trump

Quiz histórico

quarta-feira, 14 de setembro de 2016


Neste bimestre, iniciamos uma nova experiência no aprendizado de História: atividades avaliativas a partir da plataforma Kahoot!

Por enquanto, iniciamos a experiência com apenas o 3º ano do Ensino Médio. Na quinta-feira da semana que vem (22/09), contudo, todas as turmas do Ensino Médio terão a oportunidade de responder às questões que formulamos. Os temas serão os seguintes:

1º ano A/B: Roma Monárquica e Republicana; Estados Modernos e Expansão Marítima; Renascimento e Humanismo.

2º ano: A América Portuguesa (séculos XVI-XIX); História dos Estados Unidos (da colonização ao século XIX); Revoluções dos séculos XVII-XIX (Revolução Inglesa, Revolução Industrial, Revolução Americana, Revolução Francesa, ondas revolucionárias do séc. XIX e guerras de unificação da Itália e da Alemanha).

3º ano: Renascimento e Humanismo; História dos Estados Unidos (da colonização ao século XIX); Brasil Império (1822-1889). 

Vale lembrar que na próxima segunda e terça (19 e 20/09) será aplicado o simulado, e até lá todos deverão se concentrar nos conteúdos desse exame (alguns deles coincidem com os conteúdos acima). Este blog conta com vários posts que poderão ser úteis à preparação para esses testes. Basta procurá-los a partir das "categorias" ou do campo de busca, ambos ao lado.

Bons estudos a todos!   

Pesquisa sobre as Igrejas Protestantes

domingo, 8 de maio de 2016

Os alunos do 7º ano farão, individualmente, a pesquisa e a entrevista propostas pela atividade História na Prática (livro didático, p. 92). Reforço, abaixo, as orientações para a atividade:

I. Conforme foi explicado em sala de aula, a igreja escolhida deverá ser, necessariamente, protestante (Luterana, Batista, Menonita, Metodista, Presbiteriana, Adventista, qualquer igreja do ramo pentecostal, etc.);

II. Após fazer a pesquisa e a entrevista, o aluno deverá digitar e imprimir os seus resultados. A fonte padrão é Arial ou Times New Roman, tamanho 12. As margens são de 2 cm. O espaçamento entre linhas é de 1,5 cm. Não será preciso preparar uma capa (isso porque, em sala, o professor orientará a preparação de cartazes);

III. Os alunos deverão levar, além dos seus textos, os materiais necessários para a confecção dos cartazes (cola, tesoura, cartolina, etc.).