“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel

“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel
Villa Borghese, Roma, Itália.

Recado aos terroristas

quarta-feira, 30 de março de 2016



O maior estadista da atualidade volta a falar firme contra os inimigos da humanidade. Um chefe de governo à altura da grandeza de Israel. 

P.s. Por falar em Netanyahu, veja essa entrevista que ele concedeu em 2006 ao apresentador norte-americano Bill Maher. 

As vítimas de Stalin

terça-feira, 29 de março de 2016


Prisioneiros em Vorkuta (1945). Esse campo existiu entre 1938 e meados da década de 1960 e em alguns momentos chegou a ter mais de 73 mil prisioneiros. Eles trabalhavam num mina de carvão localizada na região. Fonte: Spiegel

Com a morte de Lênin, em 1924, Leon Trotsky e Joseph Stalin passaram a disputar o poder na União Soviética. O primeiro defendia a "revolução permanente", a ideia de que o socialismo só seria viável se fosse difundido para outros países; Stalin, por outro lado, pregava a consolidação do socialismo na União Soviética, seguindo a fórmula do "socialismo num só país".

Stalin acabou vencendo a disputa e tornou-se o líder soviético supremo. Trotsky partiu para o exílio, onde fez oposição à ditadura personalista que se instalara na União Soviética. Em 1940, contudo, foi assassinado a golpes de picareta a mando de Stalin. 

Além dos expurgos no Partido Comunista - nenhum regime superou o de Stalin na perseguição aos comunistas - a ditadura stalinista era ferrenhamente ateia. No dia 22 de maio de 1929, a Constituição soviética foi revista para tornar ilegal a propaganda "religiosa". Ao mesmo tempo, essa revisão legalizava a propaganda "antirreligiosa". Igrejas, mesquitas e sinagogas foram fechadas, e muitas delas tornaram-se clubes, cinemas ou instalações governamentais e partidárias. Milhares de padres, imãs e rabinos foram presos. Centenas de mosteiros e catedrais, muitos deles tesouros arquitetônicos e históricos de valor incalculável da Rússia medieval, foram demolidos. Enquanto isso, prosseguia a execução em massa de kulaks (camponeses abastados), com especial dimensão na Ucrânia, onde cinco milhões de camponeses foram mortos, a maioria por inanição (morte por falta de alimentos).

Entre 1929 e 1934, mais de 15 milhões de camponeses foram expulsos de quase 20 milhões de propriedades agrícolas familiares e obrigados a partir para explorações agrícolas do Estado. As quase 20 milhões de propriedades familiares foram concentradas em apenas 240 mil fazendas coletivas. A sorte dos kulaks, contudo, foi pior. Os que não foram mortos de imediato foram enviados para imensos campos de trabalhos forçados na Rússia setentrional e na Sibéria. Em 1934, já haviam sido aniquilados.

A história dos campos de trabalhos soviéticos foi narrada por Anne Applebaum em Gulag - Uma história dos campos de prisioneiros soviéticos (Ediouro, 2004). Vencedor do Prêmio Pulitzer de não ficção de 2004, está esgotadíssimo no Brasil.

A palavra Gulag é um acrônimo da expressão russa para "Administração Central dos Campos". Com o tempo, passou a indicar, além da administração dos campos de concentração, o próprio sistema soviético de trabalho escravo, em todas as suas formas e variedades. Assista: O que eram os Gulags?.

As raízes do Gulag estão na Rússia czarista, nas turmas de trabalho forçado que operaram na Sibéria do século XVII até o início do século XX. Quase imediatamente após a Revolução Russa, tornou-se parte integral do sistema soviético. Em 1921, já existiam 84 campos de concentração no país, a maioria para "reabilitar" os "inimigos do povo".

A partir de 1929, Stalin passou a utilizar o trabalho forçado para acelerar a industrialização da União Soviética e para explorar recursos naturais do extremo norte. 
Com o impulso das prisões em massa de 1937 e 1938, os campos se expandiram rapidamente, processo que permaneceu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e nos anos seguintes, alcançando seu apogeu no início dos anos 50. Os presos trabalhavam em quase todas as atividades imagináveis e, na realidade, viviam num Estado dentro do Estado. Durante a década de 1970 e início da década de 80, alguns campos foram reformulados e usados como cárcere para ativistas democráticos, nacionalistas antissoviéticos e criminosos. Mikhail Gorbatchev, neto de prisioneiros do Gulag, só começou a dissolver os campos políticos em 1987. 

Dentre os vários aspectos que poderia destacar do livro, 
mencionarei dois. O primeiro é a grande semelhança entre o totalitarismo comunista e o totalitarismo nazifascista. Sobre isso, o trecho abaixo é emblemático:

Se não estava escuro, se não se encontravam doentes e se demonstravam interesse em olhar, a primeira coisa que os presos viam na chegada era o portão do campo. No mais das vezes, o portão exibia um slogan. Da entrada de um dos lagpunkts, "pendia um arco-íris de compensado com uma faixa por cima, na qual se lia que 'Na URSS, o trabalho é questão de honestidade  honra, bravura e heroísmo!'". Numa colônia de trabalho nos subúrbios de Irkutsk, Barbara Armonas foi acolhida com esta faixa: "Com trabalho honesto, saldarei meu débito para com a pátria." Chegando em 1933 a Slovetsky (que se tornara prisão de segurança máxima), outro preso viu um aviso que dizia: "Com mão de ferro, conduziremos a humanidade à felicidade!" Yurii Chirkov, detido aos catorze anos, também deparou com um aviso em Slovetsky: "Por meio do trabalho, a liberdade!", slogan que é tão constrangedoramente parecido quanto possível com o Arbeit macht frei ("O trabalho liberta") que se via sobre os portões de Auschwitz. (p. 221)


Assim, fica evidente que o nazismo e o comunismo são siameses até nos detalhes. Caso ainda tenha dúvidas, leia O passado de uma ilusão, de François Furet. 

Anne Applebaum lembra ainda que, se o Gulag era opressivo e desumano, a União Soviética também o era. Mas, obviamente, como um sistema de trabalhos forçados (e, sob Stalin, também de extermínio) o Gulag era um inferno sobre a Terra. Por isso certas duplas de prisioneiros, ao planejarem uma fuga, convidavam um terceiro prisioneiro para se unir a eles; a ideia era devorá-lo quando os víveres acabassem. As pessoas enlouqueciam, quebravam qualquer tabu ou princípio moral, simplesmente para se livrarem daquele sistema abjeto. Os que nele permaneciam corriam o risco de cometer atos de loucura inimagináveis, como fica claro no testemunho de Edward Kuznetsov: 

Eu vi condenados engolindo enormes quantidades de pregos e arame farpado; vi-os engolindo termômetros de mercúrio, sopeiras de peltre (...), peças de xadrez, dominós, agulhas, vidro moído, colheres, facas e muitos outros objetos semelhantes. Vi condenados costurando a boca e os olhos com linha ou arame, pregando botões no próprio corpo; ou pregando testículos na cama [...] Vi condenados cortando a pele dos braços e das pernas e puxando-a como se fosse uma meia (...); vi condenados cobrindo-se de papel e ateando-se fogo, vi condenados cortando os dedos, o nariz, as orelhas, o pênis [...]. (p. 600)

Kuznetsov lembra que tais atos (dos quais alguns tive que omitir) NÃO eram feitos em protesto. Às vezes a automutilação ocorria sem qualquer motivo aparente. Isso ilustra o nível de insanidade provocado pelo aparelho repressor do totalitarismo comunista. O "horror vermelho", com tantas vítimas e testemunhos, só é desconhecido no Ocidente devido à desinformação promovida pelo marxismo cultural. Mas essa é outra história.

Café e Urbanização em São Paulo

segunda-feira, 28 de março de 2016


Parte 1


Parte 2

Novo Templo para os deuses nórdicos

domingo, 27 de março de 2016

O neopaganismo tem ganhado cada vez mais adeptos entre os islandeses.


Desde que o cristianismo começou a ser difundido nos países escandinavos, entre os séculos VIII e XII, a construção de templos em homenagem aos deuses do paganismo nórdico esteve suspensa. Contudo, isso começa a mudar. Uma organização islandesa para a promoção da fé nos deuses nórdicos levantou fundos para construir o primeiro templo pagão em um milênio. Ele será dedicado a deuses como Thor, Odin e Freya. 

O templo terá forma circular e será construído próximo à capital do país, Reykjavik. Casamentos, batizados, missões para adolescentes, a tradicional cerimônia de "Blot" e funerais estão previstos para as suas atividades. 

Para o alto sacerdote da religião, Hilmar Orn Hilmarsson, não se trata apenas de fé. As lendas pagãs são encaradas "como metáforas poéticas e uma manifestação de forças da natureza e da psicologia humana". Seja como for, o número de seguidores de sua sociedade triplicou na última década, e com a construção do templo a tradição pagã deve ganhar ainda mais força.  

Fonte: Galileu   


Nota: Anos atrás, li uma notícia sobre o ressurgimento do culto aos deuses helênicos. Em 2005, seus seguidores na Grécia foram calculados em cerca de 2 mil, e alguns chegam a ostentar pequenas estátuas dos deuses em suas residências. Uma reportagem mais recente aponta que os 'seguidores de Zeus' têm assumido uma postura hostil ao cristianismo. Há mais de um século, Ellen G. White escreveu: "Ao nos aproximarmos do fim do tempo, haverá maiores e sempre maiores demonstrações externas do poder pagão; deuses pagãos revelarão seu assinalado poder e se exibirão diante das cidades do mundo. E este plano já começa a cumprir-se" (Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos, pp. 117-118). 

Saiba mais sobre a paganização da nossa sociedade.

Doc. Ao Infinito e Além

sexta-feira, 25 de março de 2016

Darwinismo e Marxismo

quinta-feira, 24 de março de 2016

Darwin e Marx: faces do mal


Em muitos sentidos o marxismo, na versão de Karl Kautsky (1854-1938), definidor de sua ortodoxia, foi o último triunfo da confiança científica positivista do século XIX. Era materialista, determinista, inevitabilista, evolucionária, e identificava firmemente as "leis da história" com as "leis da ciência". O próprio Kautsky considerou inicialmente a teoria da história de Marx como "nada além da aplicação do darwinismo ao desenvolvimento social", afirmando, em 1880, que o darwinismo nas ciências sociais ensinava que "a transição de uma concepção de mundo velha a uma nova ocorre inelutavelmente".

Eric J. Hobsbam, Era dos Impérios (Cap. 11). 

Morte ao Rei - O Filme

terça-feira, 22 de março de 2016



Direção: Mike Barker
Ano: 2003 

O filme é uma ilustração da situação da Inglaterra logo após a Guerra Civil (1642-1649). Destaque para a execução do rei Carlos I e o Protetorado de Oliver Cromwell. 

Recomendado sobretudo aos alunos do 8º ano (Ensino Fundamental) e 2º ano (Ensino Médio). Após terminarem todas as tarefas de casa, é claro.