“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel

“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel
Villa Borghese, Roma, Itália.

A Origem da Força dos Impérios

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017


"Nossos ancestrais eram selvagens. A história de Rômulo e Remo sendo amamentados por uma loba não é uma fábula desprovida de sentido. Os fundadores de cada Estado que ascendeu a uma posição de proeminência extraíram seu alimento e vigor de uma fonte similarmente selvagem. Foi por não terem sido amamentados pela loba que os filhos do Império foram vencidos e destituídos pelos filhos das florestas do norte, que, estes sim, nutriram-se do leite dela."

THOREAU, Henry David. Caminhar [1862]. In: A Desobediência Civil. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2012, p. 101.

«A Desobediência Civil», de Thoreau

domingo, 8 de janeiro de 2017

Baixe essa obra gratuitamente aqui.

Esse clássico da literatura americana, que inspirou Martin Luther King e Gandhi, foi publicado pela Penguin Classics Companhia das Letras, em 2012. Henry David Thoreau (1817-1862), homem de múltiplos interesses, foi um corajoso crítico do consumismo, imperialismo e escravidão norte-americanos, e um dos precursores da ecologia e da resistência pacífica.

A edição da Penguin traz outros escritos, além do que empresta o título ao livro. Eis algumas citações:

Onde vivi, e para quê [2º capítulo de Walden, 1854]

"A riqueza de homem é proporcional à quantidade de coisas que pode abrir mão." (p. 40)

"Em meio ao mar agitado da vida civilizada, são tantas e tamanhas as nuvens, tormentas, areias movediças e os mil e um contratempos a levar em conta que, se não quiser naufragar e ir ao fundo sem chegar a porto algum, o homem tem que agir de acordo com sua bússola e ser um grande calculista para ter êxito. Simplifique, simplifique. Em vez de três refeições por dia, se for necessário faça uma só; em vez de cem pratos, cinco, e reduza as outras coisas na mesma proporção." (p. 50)

"Você alguma vez já pensou no que são aqueles dormentes sobre os quais repousam os trilhos? Cada um deles é um homem, um irlandês ou um ianque. Os trilhos assentam sobre eles, e eles se cobrem de areia, e os vagões deslizam suavemente em cima deles." (p. 51)

"Por que teríamos de viver com tanta pressa e desperdício de vida? Parecemos decididos a morrer de fome antes mesmo de ter apetite." (p. 51)

"Quando pensamos com sensatez e sem pressa, percebemos que apenas as coisas grandes e valiosas têm existência permanente e absoluta - que pequenos medos e pequenos prazeres não são mais do que sombras da realidade." (pp. 54-55)

A escravidão em Massachusetts [Discurso proferido no dia 04 de julho de 1854] 

"O destino do país não depende de como votamos nas eleições - nesse jogo o pior dos homens se equipara ao melhor - , não depende do tipo de papel que colocamos na urna uma vez por ano, mas do tipo de homem que cada um de nós coloca na rua ao sair de casa a cada manhã." (pp. 74-75)

"O resultado de um bom governo é tornar a vida mais valiosa - o de um mau governo é torná-la menos valiosa." (p. 76)

"Quem pode estar sereno num país em que governantes e governados são desprovidos de princípios?" (p. 78)

Caminhar [1862]

"Desfrutar de uma crise com exclusividade significa geralmente negar a si próprio o verdadeiro desfrute." (p. 92)

"Acima de tudo, não podemos nos dar ao luxo de deixar de viver no presente. É abençoado entre todos os mortais aquele que não perde nem um instante da vida efêmera remoendo o passado." (p. 121)

Vida sem princípios [1863] 

"A meta do trabalhador não deveria ser simplesmente ganhar a vida, obter 'um bom emprego', mas sim fazer bem certo trabalho; mesmo num sentido pecuniário, seria proveitoso para uma cidade pagar seus trabalhadores tão bem que eles não sentissem que estavam trabalhando para uma finalidade inferior, como a mera subsistência, e sim para fins científicos ou até mesmo morais. Não contrate um homem que faça o seu trabalho por dinheiro, mas um homem que trabalhe por amor àquilo que faz." (p. 128)

"Não há maior trapalhão do que o que gasta a maior parte de sua vida empenhando-se em ganhar a vida. (...) Deve-se ganhar a vida amando-a." (p. 130)

"Nações! O que são as nações? Tártaros, hunos e chineses! Como insetos, elas fervilham. O historiador empenha-se em vão por torná-las memoráveis. É por falta de um homem verdadeiro que há tantos homens." (p. 142)

Um Império de Sangue

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

No ano passado, estreou na Netflix uma mistura de épico histórico e documentário narrado por Sean Bean: Roma - Império de Sangue. Só agora, com o merecido ócio proporcionado pelas férias, pude assistir a essa série.

A primeira temporada, de apenas seis episódios, trata do final do principado de Marco Aurélio, o imperador-filósofo, e do principado de seu filho, Cômodo. Trata-se de um período crucial na história do Império Romano, na segunda metade do século II. A era dos "bons imperadores" é sucedida pelo reinado de um tipo excêntrico e irresponsável como Cômodo. 

Comparando com outras séries que já foram produzidas sobre a civilização romana, diria que esta é boa perto das ruins, e ruim se comparada às boas. A parte pior é a dose inevitável de sensacionalismo que sempre acompanha as representações cinematográficas (e a classificação etária desta série é 18 anos). A melhor parte é a curiosidade que desperta sobre o tema, além das análises e comentários dos historiadores convidados.

Pérola de Ayn Rand

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Pérola de Thoreau

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

«A Vitória da Igreja na Crise Final»

terça-feira, 3 de janeiro de 2017


Finalmente, o registro do último livro lido em 2016. Trata-se de um opúsculo direcionado aos adventistas do sétimo dia, e oferece uma análise de acontecimentos históricos e previsões proféticas. Fernando Chaij apresenta assim importantes verdades espirituais diretamente ligadas à experiência cristã diária, e traça um panorama dos últimos acontecimentos, de acordo com o que foi revelado nas Escrituras e no Espírito de Profecia. Um guia para enfrentarmos com sucesso a última grande crise da História. 

A Grandeza de Um Pequeno País

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017


Por que Japão e Suíça, tão pequeninos e relativamente desprovidos de recursos naturais, são muito mais ricos do que os países da América Latina e da África, geograficamente vastos e ricos em recursos naturais? Se a grandeza de um país se medisse somente por sua extensão territorial ou pela abundância de recursos naturais, não seria a Rússia a maior economia do planeta?

A grandeza de uma nação se mede pela grandeza de seu povo, composta pela memória dos grandes feitos realizados em conjunto. A prosperidade é fruto do trabalho duro, da criatividade, da inovação, da capacidade de empreender e transformar desafios em oportunidades. 

Neste sentido, a pequena nação de Israel tem muito a ensinar ao mundo. Antes uma terra desolada, composta por pântanos, desertos e áreas rochosas - consideradas inabitáveis pelos árabes da região -, Israel se tornou um oásis no Oriente Médio graças a um grupo de trabalhadores rurais, dispostos a tomar as rédeas de seu destino e construir uma grande nação por meio de seus grandes feitos.

Tradução e revisão: Hugo Silver e Israel Pestana 

Agradecimentos: Alexandre Borges

TRADUTORES DE DIREITA