“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel

“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel
Villa Borghese, Roma, Itália.
Mostrar mensagens com a etiqueta Humor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Humor. Mostrar todas as mensagens

#HJ38 Rabinovich e o fim da URSS

domingo, 5 de janeiro de 2025

 

Rabinovich senta-se num Café e pede um copo de chá e um exemplar do Pravda.

- Vou lhe trazer o chá - diz o garçom -, mas não posso lhe trazer o Pravda. O governo soviético foi derrubado e o Pravda deixou de ser publicado.

- Tudo bem - diz Rabinovich -, traga-me apenas o chá.

No dia seguinte, Rabinovich volta ao mesmo Café e pede um copo de chá e um exemplar do Pravda. O garçom lhe dá a mesma resposta.

No terceiro dia, Rabinovich aparece de novo e pede um copo de chá e um Pravda. Desta vez, o garçom lhe diz: - Escute aqui meu senhor: o senhor parece ser um homem inteligente. Há três dias me pediu um exemplar do Pravda e agora pela terceira vez eu tenho de lhe dizer que o Regime Soviético foi derrubado e que o Pravda deixou de ser publicado!

- Eu sei, eu sei - diz Rabinovich. - Mas é tão bom ouvir isso...

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 184.  

#HJ37 O judeu precisa de outro Globo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Um judeu austríaco, sentindo a iminente ocupação de seu país por Hitler, passa a estudar várias hipóteses de emigração. Vai até um agente de viagens para se aconselhar. O agente pega um enorme globo e começa a relatar as exigências para entrada em vários países. Logo fica claro que muitas das opções são cheias de dificuldades. Um país exige atestado de emprego. Um terceiro país exige dos interessados a posse de alta quantia em dinheiro; enquanto um quarto simplesmente não quer mais saber de imigrantes, especialmente judeus. Finalmente, desesperado, o judeu pergunta:

- O senhor não tem aí um outro globo?

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 176.

#HJ36 Humor Judaico na URSS

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

"Disparar à queima-roupa", cartum de R. Gadimov, relativo ao Conflito Árabe-Israelense, Pravda, 8 de março de 1970.
O cartum fazia parte da propaganda soviética que associava os israelenses ao imperialismo ianque no Oriente Médio.

A relação entre o judaísmo e o socialismo soviético é uma longa história marcada pela incompreensão, pela hostilidade, e finalmente pela tragédia. Quando eclodiu a revolução bolchevique, em 1917, muitos judeus a ela aderiram entusiasticamente, convictos de que através de um regime igualitário teriam fim os sofrimentos do povo judeu. Tal não aconteceu; a emancipação judaica nunca chegou a ocorrer na URSS, e entre os expurgados e eliminados, estava um número suspeitável de judeus.

Ao comprovar sua incapacidade de viver conforme suas tradições, ou de abandonar o país, dois milhões de judeus soviéticos se voltaram precocemente para o humor, como meio de superar as extraordinárias pressões e tensões da existência cotidiana. Neste sentido, bem podem ser considerados precursores da Perestroika.

O humor judaico, por ser essencialmente antiautoritário, se desenvolve mais onde a censura é maior; vai de boca em boca à velocidade da luz e não pode ser detido por nenhuma KGB. Talvez os judeus não sejam livres, mas a piada judaica certamente o é. 

No transcurso de todo o humor posterior a 1917, o herói central da piada judia - o pobre Abraham Rabinovich - se ajeita para enfrentar a vida com infinita reserva de bom-senso e otimismo, configurando, talvez, a mais rica tradição oral da URSS. Este mítico e satírico personagem, que enlouquece as autoridades com sua lógica e ironia, é sem nenhuma dúvida uma das figuras que definem o campo de humor judaico na União Soviética.

***

Abraham Rabinovich, em Moscou, é acordado no meio da noite com fortes batidas na porta.

- Quem está aí? - pergunta.

- O carteiro - respondem.

O homem levanta da cama, abre a porta e encontra dois agentes da KGB.

- Você é Rabinovich? - pergunta um dos agentes.

- Sim - responde Rabinovich.

- E fez um pedido para ir a Israel?

- Correto.

- Tem comida suficiente aqui?

- Sim, tenho.

- Seus filhos não recebem uma boa educação comunista?

- Sim, é verdade.

- Então por que você quer abandonar a Rússia?

- Porque - responde Rabinovich - não gosto de viver em um país onde entregam a correspondência às três da manhã!

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 181 e 183.  

#HJ35 Goebbels visita uma escola

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

 

Goebbels, quando era ministro de propaganda nazista, visitou uma escola secundária alemã antes da expulsão dos judeus. Durante a visita avisou que daria um prêmio ao estudante que lhe sugerisse o melhor slogan para a Alemanha. Um dos estudantes sugere:

- Alemanha acima de tudo.

- Muito bem - diz Goebbels. - Quem mais quer sugerir outra frase?

Outro estudante se levanta:

- Nosso povo viverá eternamente.

- Excelente! Mereces o prêmio. Como é teu nome?

- Abraham Goldstein.

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 177.

#HJ34 Humor sobre o Antissemitismo

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

 

Der Stürmer, nº 29, julho de 1934.

No humor sobre o antissemitismo encontra-se, frequentemente, uma combinação única de esperança, ironia e ceticismo. No caso do nazismo, este humor torna-se dilacerante, devido à tragédia que envolve. No Gueto de Varsóvia contavam-se até piadas sobre Hitler, que recebeu o codinome de Horowitz.


Altman e sua secretária estavam sentados num café em Berlim, em 1935.

- Herr Altman - diz a secretária -, vejo que o senhor está lendo o Der Stürmer! Não consigo entender por que o senhor anda com esse folhetim de propaganda nazista. Será que o senhor é masoquista ou, Deus o livre, um desses judeus que sofre de auto-ódio?

- Ao contrário, Frau Epstein! Quando eu costumava ler os jornais judaicos eu só ficava sabendo de pogroms, tumultos na Palestina e assimilação na América. Agora que leio o Der Stürmer, fico sabendo muito mais: que os judeus controlam todos os bancos, que dominamos o mundo das artes e que estamos prestes a conquistar todo o planeta. Sabe, isso faz com que eu me sinta muito melhor!

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 176.  

#HJ33 Humor Judaico Húngaro

domingo, 29 de dezembro de 2024

O humor judaico húngaro está a meio caminho entre a ingenuidade do humor dos alemães e a picardia do humor dos judeus da Europa Oriental.


Em seu sermão semanal, o rabino consola seus paroquianos, assegurando-lhes que os pobres terão grandes riquezas no Além e adverte que os ricos de que lá serão mendigos.

Antes de retirar-se, um homem se aproxima e lhe diz:

- Rabino, sou um mendigo e o senhor um homem rico. Façamos um trato. O senhor me faz um empréstimo de mil moedas de ouro e eu, no Além, quando for rico, lhe devolverei em dobro. Para o senhor será bastante, já que será a sua vez de ser pobre lá.

- Não posso fazê-lo - diz o sábio -, pois com tua habilidade serias capaz de fazer uma grande fortuna, com o que, no Além, tornarias a ser mendigo. Como ficaria meu empréstimo? 

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 174-175.  

#HJ32 O Humor de Einstein

sábado, 28 de dezembro de 2024

 

Albert Einstein (1879-1955) ficou famoso não só por sua Teoria da Relatividade, como também por seus escritos humanísticos (sobre ciência, religião, economia, direitos humanos, judaísmo) aos quais não faltava um toque de humor.

"Se a minha Teoria da Relatividade for comprovada, a Alemanha afirmará que sou alemão, e a França proclamará que sou cidadão do mundo. Mas se a teoria estiver errada, a França dirá que sou alemão, e a Alemanha declarará que sou judeu."
(Pronunciamento na Sorbonne)

***

"Quando a estupidez tem a maioria, ela é duradoura. O terror de sua tirania, contudo, é aliviado pela falta de consistência." Aforismo da publicação em homenagem ao 80º aniversário de Leo Baeck - 1953

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 170-171.  

#HJ31 O Humor de Israel Zangwill

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Israel Zangwill (1864-1926) viveu em Londres, e foi um dos principais autores judeus de língua inglesa, celebrizando-se por seu humor e sua ironia. Dele conta-se que estando num elegante jantar, sentado ao lado de uma matrona muito bem vestida, sentiu-se cansado e, sem querer, bocejou na cara da dama que estava ao seu lado. Desconcertada, ela lhe disse:

- Peço-lhe tomar cuidado com seus modos judaicos. Me assustei. Pensei que ia me engolir.

- Não tenha medo, minha senhora - lhe respondeu Zangwill - , minha religião o proíbe.

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 161.  

#HJ30 Ditados Sefaradis

domingo, 11 de fevereiro de 2024

 

                      Judeus sefaradis. Meramente ilustrativo.


Também os ditados sefaradis refletem este peculiar humor.

Ya no cabo de pie, viene la gata me pare diez: Mal me aguento em pé, vem a gata e pare dez (filhotes). Alusão a algo que é excessivo.

Ten buena fama y pishate na cama: Tem boa fama e urina-te na cama. Se tens boa imagem, pouco importa o que faças quando estás sós.

Al rico, el gayo le mete guevo. Al povre, ni la galina: Para os ricos, até os galos põem ovos; para os pobres, nem as galinhas. Refrão semelhante a "pobre, quando come galinha, um dos dois está doente."

Sosh bien convidados y bien amados; la caza se me corre, lugar onde echar no hay, michor que no vengash. Declaração que começa com votos de boas-vindas e termina dizendo que não há condições nem lugar para hospedar.

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 154. 

#HJ29 Comida Kasher

domingo, 4 de fevereiro de 2024

 

Um certificado de comida kosher ou kasher. Esta piada inaugura uma sequência do humor sefaradi, aqui no blog.


Um judeu chegou, certa vez, morto de cansaço, à casa de um camponês de quem costumava comprar couros, aves e outros produtos. Vendo o judeu tão esgotado, o camponês convidou-o a repousar e ofereceu-lhe comida. O judeu agradeceu, mas disse que não poderia fazê-lo, porque a comida não era kasher. Surpreso, o camponês perguntou se esta obrigação existia sempre.

- Sim - disse o judeu. - A menos que a vida esteja em perigo.

O camponês ofereceu-lhe então um copo de vinho. O judeu de novo recusou, alegando a mesma coisa: não era kasher. O homem, furioso, sacou o punhal:

- Recusas o meu vinho? Toma este copo, senão te mato!

Tremendo, o judeu emborcou o vinho. O camponês sorriu:

- Eu estava brincando contigo. Só queria ver se aquela coisa de não respeitar o kasher quando a vida está em perigo é verdade.

- É verdade - disse o judeu. - E só lamento que não me ameaçaste antes. Pois assim eu teria comido umas três ou quatro daquelas codornas que me ofereceste...

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 153. 

Rousseau atualizado

domingo, 14 de agosto de 2022

 


Arthur do Val, o "Mamãe Falei", explodiu nas redes, anos atrás, com o seu bordão "vamos questionar tudo". O integrante do hoje combalido MBL causava ao participar de manifestações de esquerda, onde questionava informações básicas às pessoas, expondo assim a sua ignorância.

Em 2018, ele se elegeu deputado estadual por São Paulo. Recentemente, contudo, foi cassado por fazer comentários sexistas contra as ucranianas, num áudio vazado para a imprensa (daí o meme acima). Depois, se envolveu numa confusão com o "Boca Aberta", também deputado (federal) cassado. Agora, a mais recente notícia é que Arthur do Val recebeu um convite para participar do reality show A Fazenda, da Record.

O Brasil não é para amadores.

Make the Roman Empire Great Again

domingo, 19 de junho de 2022

 

#HJ28 Calote no Restaurante

domingo, 4 de outubro de 2020

Interior do restaurante judaico 2nd Ave Deli, em Nova York, EUA. Créditos: Yelp

Grande parte das anedotas judaicas americanas se passa em restaurantes, um cenário pouco conhecido na Europa e que passou a cumprir uma dupla função: alimentar e dar status.

Chutzpá tinha aquele judeu nova-iorquino. Entrou num restaurante, pedindo do bom e do melhor, e quando o garçom apresentou a conta disse que não tinha dinheiro.

- Ou o senhor paga ou eu chamo a polícia.

- Isto não vai lhe adiantar nada - retrucou o homem. - Mas tenho uma ideia: vou sair e esmolar até conseguir exatamente o que devo aqui pelo meu jantar. Em seguida volto e lhe pago.

- Como é que eu vou saber se o senhor vai voltar? - perguntou o proprietário, desconfiado.

- Venha comigo e fique observando, se o senhor não me acredita.

- Quem, eu? - exclamou o proprietário - Como é que o senhor ousa sugerir que um respeitável homem de negócios como eu possa ser visto em companhia de um esmoleiro?

- Bem, se o senhor não quer ser visto comigo - disse o id -, eu fico aqui esperando e o senhor pede esmola.

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 112. 

Eleições Municipais 2020

domingo, 27 de setembro de 2020

 

Oficialmente, a campanha eleitoral começa hoje. Na pré-campanha, já vimos algumas "pérolas", como o presidente municipal do PT em Laje do Muriaé, RJ, que prometeu "trabalhar muito e roubar pouco". Rimos também com o ex-prefeito de Cocal, PI, que se gabou de ter roubado menos do que o atual. E, agora, aparece essa figura aí em Brusque, SC, "Donald Trump Bolsonaro"... ahahah... (fonte: O Município).

Brincadeiras à parte, é importante destacar que essas eleições serão diferentes das anteriores. Este houve uma combinação de fim das coligações e estabelecimento da cláusula de barreira. A cláusula de barreira vigorou em 2018. Os partidos precisavam atingir 1,5% dos votos - dentre outros requisitos - para se manterem. Aqueles que não atingirem o desempenho terão restrições de estrutura no Congresso, perderão acesso a parte do fundo partidário e tempo de televisão. Com o fim das coligações proporcionais, os partidos menores não poderão mais se juntar a um partido maior para a disputa de cargos legislativos.

A combinação simultânea dessas duas regras é a maior mudança eleitoral desde sempre. Isso significa que é cada um por si - cada partido terá que atingir com as próprias pernas o QP (Quociente Partidário, que equivale ao número de cadeiras que o partido tem direito ao final das eleições).

Como será mais difícil atingir o QP e com a cláusula de barreira batendo à porta, os partidos precisarão mudar seu comportamento na disputa por votos. A eleição para prefeito tende a ser fragmentada, já que todos buscarão lançar seu candidato a prefeito para conduzir o apelo a votar na bancada. Já entre os candidatos a vereadores, os partidos buscarão atrair pessoas de grande projeção na sociedade para atuarem como "puxadores de votos". O objetivo final será sobreviver à cláusula de barreira e chegar bem posicionado para as eleições de 2022.

As eleições de 2022, a propósito, será dura para os partidos, uma vez que a cláusula de barreira subirá para 3%, com requisitos ainda mais restritos. Não restam dúvidas de que muitos partidos precisarão se fundir para evitarem a extinção de uma forma ou de outra.

Apesar disso, coligações majoritárias ainda podem ocorrer. O candidato a prefeito pode fazer alianças (ou prometer secretarias, ou qualquer outro arranjo) a partidos menores para incorporar seu tempo de propaganda eleitoral obrigatória. Não há como negar, contudo, que a propaganda na televisão e no rádio perderam importância das eleições de 2018 para cá. É muito mais interessante, desde então, ter um exército aguerrido de militantes para pedir votos no WhatsApp. Existe pouca regulamentação no campo virtual.

Fonte: TSE e @ceciliadolago 

#HJ27 Cheque no Caixão

sábado, 13 de junho de 2020

Estatueta de porcelana branca. Trata-se de um cambista judeu com traços estereotipados: nariz avantajado, barba longa, jaqueta marrom-avermelhada e mão estendida. Coleção Katz Ehrenthal, Museu do Holocausto dos Estados Unidos.

Um muçulmano emigrou para a América, trabalhou duro e acumulou uma grande fortuna. Ao morrer, deixou dito em seu testamento que a herança de cem milhões de dólares deveria ser dividida em partes iguais entre seus três melhores amigos: um católico, um protestante e um judeu. Havia apenas uma cláusula: cada herdeiro teria de depositar cem dólares no caixão antes que fosse enterrado.

O católico depositou seus cem dólares no caixão. O protestante fez o mesmo. O judeu retirou os duzentos dólares e colocou um cheque no valor de trezentos.

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 108.

#HJ26 Profissão: Rabino

domingo, 24 de maio de 2020


Três mães judias estão conversando num restaurante em Nova York.

- O meu filho - diz a primeira - vai ser médico, e já está trabalhando com o maior cardiologista de Nova York.

- O meu filho - diz a segunda - vai ser empresário e já está trabalhando com o pai.

A terceira fica em silêncio.

- E o seu filho - pergunta-lhe a primeira -, o que vai ser?

- Rabino - é a resposta.

- Rabino! - diz a outra, atônita - Que espécie de profissão é essa para um rapaz judeu?

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 101.

#HJ25 Judaísmo x Assimilação

sexta-feira, 17 de abril de 2020

As tensões entre judeus assimilados e judeus praticantes constituem uma das fontes do humor judaico nos Estados Unidos.

Duas tendências contrárias atuam sobre a identidade judaica nos Estados Unidos. De um lado, os judeus são tentados a se assimilar, saindo do estreito círculo da comunidade. De outro, querem preservar seus laços étnicos (especialmente valorizados entre os americanos). Um conflito que, às vezes, resulta em situações cômicas.

Finkelstein vai ao juiz.

- Gostaria de trocar de nome - diz.

- Muito bem, que nome o senhor gostaria de ter?

- Stewart.

O juiz toma nota.

- Está bem, está trocado.

Cinco minutos depois, volta o ex-Finkelstein.

- Gostaria de trocar de nome.

- De novo? - reclama o juiz. - Mas o senhor acabou de mudar de nome!

- Eu sei. Mas é que eles podem me perguntar como é que eu me chamava antes.

FINZI, Patricia et al. (edição, seleção e textos). Do Éden ao divã - Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1990, p. 96.