“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel

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Villa Borghese, Roma, Itália.
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Os Maiores Matemáticos

quinta-feira, 25 de junho de 2026

 

Ivanov e o "humanzee"

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Na década de 1920, o biólogo russo/soviético Ilya Ivanovich Ivanov (1870-1932) planejou e tentou inseminar mulheres com sêmen de macacos (especificamente chimpanzés ou orangotangos). Isso fazia parte de experimentos para criar um híbrido humano-macaco - o "humanzee". O patrocinador das pesquisas era o governo soviético, e o objetivo era provar a teoria da evolução de Darwin e enfraquecer a influência religiosa (além de especulações, nunca comprovadas, sobre criar "super-soldados" para Stalin).

Os planos de Ivanov de criar híbridos humano-macaco já eram apresentados em congressos científicos em 1910. Vale lembrar que ele era pioneiro em inseminação artificial - uma técnica que revolucionou a criação de cavalos e outros animais.

Em 1926-27, na Guiné Francesa (África), ele inseminou artificialmente três fêmeas de chimpanzé com sêmen humano. Nenhuma delas engravidou, e o experimento falhou.

Porém, Ivanov não desistiu. Então, ele planejou o inverso: inseminar mulheres africanas com sêmen de macacos, sem o consentimento delas. O pretexto seria fazer exames ginecológicos em um hospital local. O governador colonial francês vetou o plano por razões éticas e políticas.

De volta à União Soviética, em Sukhumi, atual Abkhazia, o cientista recrutou voluntárias - pelo menos cinco mulheres, atraídas pela propaganda comunista de "ciência progressista". A ideia era inseminá-las com o sêmen de um orangotango chamado Tarzan. Porém, ele morreu antes da coleta do sêmen, e Ivanov perdeu apoio científico e político, sendo criticado pela Academia de Ciências Soviética.

Em 1930, Ivanov foi acusado de sabotagem, no contexto da purga stalinista. Exilado no Cazaquistão, morreu em 1932. Nenhum híbrido de humanos e macacos nasceu, e esse episódio é um dos mais bizarros e antiéticos da história da ciência - hoje é considerado um crime contra a humanidade e violação total da bioética.  

Medicina árabe x Medicina Ocidental

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Os franj, no século XII, estão muito atrasados em relação aos árabes em todos os campos científicos e técnicos. Mas é principalmente na medicina que a distância entre Oriente desenvolvido e Ocidente primitivo é maior. Osama observa a diferença:

Um dia, ele conta, o governador franco de Muneitra, no Monte Líbano, escreveu a meu tio Sultan, emir de Xaizar, para pedir que lhe enviasse um médico para tratar de alguns casos urgentes. Meu tio escolheu um médico cristão de nossa terra chamado Thabet. Este se ausentou por poucos dias e voltou. Estávamos muito curiosos para saber como ele conseguira tão rapidamente a cura dos doentes e o enchemos de perguntas. Thabet respondeu: "Trouxeram até mim um cavaleiro que tinha um abcesso na perna e uma mulher que sofria de tísica. Coloquei um emplastro no cavaleiro; o tumor se abriu e melhorou. À mulher, prescrevi uma dieta para refrescar seu temperamento." Mas um médico franco chegara e dissera: "Esse homem não sabe tratá-los!" E, dirigindo-se ao cavaleiro, perguntou-lhe: "O que prefere, viver com uma só perna ou morrer com as duas?". O paciente respondeu que preferia viver com uma só perna, e o médico ordenou: "Tragam-me um cavaleiro forte com um machado bem afiado." Logo vi chegar o cavaleiro e o machado. O médico franco colocou a perna num cepo de madeira, dizendo ao recém-chegado: "Dê um bom golpe de machado, para cortá-la de uma só vez!". Diante de meus olhos, o homem atingiu a perna com um primeiro golpe, depois, como ela continuava presa, atingiu-a de novo. A medula da perna esguichou e o ferido morreu na hora. A mulher, por sua vez, foi examinada pelo médico, que disse: "Ela tem na cabeça um demônio, que está apaixonado por ela. Cortem seus cabelos!". Os cabelos foram cortados. A mulher voltou a comer sua comida com alho e mostarda, o que piorou a tísica. "É porque o diabo entrou em sua cabeça", afirmou o médico. E, pegando uma navalha, fez uma incisão em forma de cruz até aparecer o osso da cabeça e o esfregou com sal. A mulher morreu na hora. Perguntei, então: "Vocês não precisam mais de mim?". Eles me disseram que não e eu voltei, depois de aprender sobre a medicina dos franj várias coisas que ignorava.

MAALOUF, Amin. As Cruzadas vistas pelos árabes. Tradução de Julia da Rosa Simões. São Paulo: Vestígio, 2024, p. 149-150.

Doc. 'Homo Sapiens 1900'

segunda-feira, 7 de abril de 2025

 

Avistamentos de Óvnis no Brasil

terça-feira, 18 de junho de 2024

Um dos relatórios da Operação Prato, promovida pela Força Aérea Brasileira (FAB) em Colares, Pará, em 1977. O arquivo dessa operação está disponível aqui.

Questões de clima cultural e interesses comerciais sempre estiveram fortemente relacionadas ao interesse do público em óvnis. Por exemplo, relatório da Força Aérea Brasileira mostra que, no quase meio século entre os anos 1954 e 2000, mais de 20% de todos os avistamentos de óvnis registrados no país se concentraram no biênio 1977-1978, anos marcados pelo estrondoso sucesso dos filmes Guerra nas Estrelas e Contatos Imediatos do 3º Grau. Nesses anos, diversos avistamentos de óvnis foram relatados no Pará, e em particularmente em Colares, motivando a FAB a lançar a Operação Prato.

O segundo biênio mais dramático (1996-1997), com 18% do total, teve a estreia de Independence Day, filme-catástrofe em que discos voadores quase destroem a Terra. Nesse biênio, ocorreu o caso mais famoso envolvendo um óvni marcaram no Brasil: o segundo, em 20 de janeiro de 1996, um suposto objeto voador não identificado caiu na cidade de Varginha, Minas Gerais, e um ser extraterrestre teria sido avistado por três meninas e depois capturado pelas forças militares. Um ano antes, em 15 de janeiro de 1995, um suposto disco voador com duas criaturas teria caído em uma lagoa da zona rural de Feira de Santana, na Bahia.

Além das inúmeras fontes de erro, também é preciso levar em conta que a notoriedade do fenômeno óvni abriu espaço para todo tipo de fraude. É um fato histórico, por exemplo, que o primeiro "disco voador" a causar sensação no Brasil foi apenas um truque fotográfico praticado por jornalistas da revista O Cruzeiro. Outro caso citado no Brasil, o do disco voador da Ilha de Trindade, a 1,2 Km da costa de Vitória, capital do Espírito Santo, supostamente fotografado em janeiro de 1958, também é uma farsa comprovada.

A ufologia nacional é fortemente influenciada por misticismos pseudocientíficos dos séculos XVIII, XIX e XX, como teosofia, antroposofia e o espiritismo. A já citada revista O Cruzeiro - durante décadas, o veículo de comunicação mais popular do país -, que basicamente inventou a ufologia brasileira na década de 1950, jamais se furtou, nas caudalosas "reportagens" que publicou sobre o tema, de misturar alienígenas com espíritos, paranormalidade e esoterismo, reforçando e reafirmando, em vez de diluir, a confusão original. O próprio senador Girão, por exemplo, recomendou efusivamente o documentário Data Limite, uma produção baseada em profecias atribuídas a Chico Xavier. Em 1986, o médium teria afirmado que os habitantes de outros planetas do sistema solar passariam 50 anos observando a Terra, a partir do primeiro pouso na Lua. A "data limite", portanto, seria 20 de julho de 2019.     

ORSI, Carlos & PASTERNAK, Natalia. Que bobagem! Pseudociências e outros absurdos que não merecem ser lavados a sério. São Paulo: Contexto, 2023, Cap. "Discos Voadores". 

Psicanálise, uma Impostura

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Levado ao extremo, a doutrina do inconsciente psicodinâmico sugere que os únicos pensamentos autênticos que uma pessoa tem são os que o psicanalista lhe revela: todo o resto não passaria de conteúdo inconsciente disfarçado, sintomas de traumas e desejos reprimidos. O potencial manipulativo e autoritário dessa posição já foi notado por mais de um crítico.

Enquanto hipótese, o inconsciente psicodinâmico funciona de modo muito semelhante a uma teoria da conspiração. A partir do instante em que alguém aceita, como artigo de fé, a premissa de que o mundo é controlado por comunistas, marcianos ou pulsões inconscientes, instâncias confirmatórias e "provas cabais" começam a pulular por toda parte. Inferências baseadas em pareidolia (a tendência de interpretar estímulos vagos e aleatórios como tendo significado) e apofenia (tendência de enxergar conexões entre eventos independentes ou aleatórios) tomam conta do aparato intelectual.

Como um sistema baseado numa lógica tão pueril pode ter se tornado tão popular, por quase um século, e entre tantas pessoas cultas, educadas e inteligentes? Diríamos que não se deve subestimar a sedução exercida pelo poder de psicanalisar: quem domina as chaves do inconsciente é como um visionário em terra de cegos, um apóstolo entre os gentios. Alguém que conhece as pessoas muito melhor do que elas mesmas.

A força retórica desse poder presumido é bem conhecida. De repente, podemos acusar homofóbicos de estarem possuídos por desejos homossexuais que eles mesmos ignoram; filantropos, de pulsões egoístas; pecadores, de sofrerem de santidade enrustida e, inversamente, santos de não serem nada mais do que pecadores insinceros.

O que um autor realmente quer dizer é, na verdade, o oposto daquilo que se lê na página (este capítulo todo prova que morremos de amores reprimidos pela psicanálise, alguém poderia dizer). A mulher que diz "não" tem, na verdade, o desejo inconsciente de dizer "sim": um dos casos eticamente mais complicados de Freud envolveu, exatamente, o esforço do psicanalista de convencer uma menina de 18 anos (Ida Bauer, que entrou para a história da psicanálise com o pseudônimo "Dora") de que ela sentia atração sexual inconsciente, reprimida, por um adulto que havia tentado molestá-la quando ainda tinha 14.     

ORSI, Carlos & PASTERNAK, Natalia. Que bobagem! Pseudociências e outros absurdos que não merecem ser lavados a sério. São Paulo: Contexto, 2023, Cap. "Psicanálise e Psicomodismos". 

Por que não derrotamos o Aedes?

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Foi justamente quando o Brasil passou a adotar o princípio da precaução em relação aos agroquímicos que o país passou a perder a guerra contra o Aedes aegypti. O mosquito, que já havia sido erradicado do território brasileiro em duas oportunidades - a primeira, em uma campanha liderada pelo próprio Oswaldo Cruz, em 1909, e a segunda em 1973 -, voltou com força total no final dos anos 1980, período que coincide com a proibição do DDT.

Dessa vez, no entanto, o combate tem sido muito menos eficiente. Diante da patrulha ambientalista, as autoridades já não querem mais expor a população aos inseticidas químicos. Politicamente, não é um bom negócio. A consequência disso é que a saúde pública deixa de ser a prioridade e as pessoas acabam cada vez mais expostas aos insetos transmissores de doenças. A atual epidemia de dengue no Brasil já dura mais de trinta anos, com milhares de mortes registradas nesse período. De acordo com dados do Ministério da Saúde, somente em 2015 foram pelo menos 1,5 milhão de casos de zika, febre chikungunya ou dengue no país. "Hoje em dia não podemos usar os defensivos de antigamente porque se mostraram tóxicos. O DDT não se usa mais. Existem outros, menos tóxicos, mas talvez não tão eficazes", afirma Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan.

***

Desde a proibição do DDT, o combate ao mosquito da dengue é feito com produtos menos agressivos (malathion ou piretroides) e que têm se mostrado pouco eficazes. A pulverização aérea desses inseticidas também se tornou alvo de críticas e acabou proibida em várias regiões do país. Hoje em dia, até mesmo os fumacês são mavistos por parte da população. Tudo isso em nome de uma ideologia. Pois é. No que depender da vontade dos ecologistas, os brasileiros ainda vão conviver com o Aedes aegypti por muito tempo.

VITAL, Nicholas. Agradeça aos agrotóxicos por estar vivo. Rio de Janeiro / São Paulo: Record, 2017, Cap. 5.

A Arrogância dos Intelectuais Ungidos

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Ninguém gosta de admitir que esteve errado, mas poucos são aqueles que se comprometeram tão completamente com um conjunto de crenças, como é o caso do intelectual ungido, e que têm tão poucos incentivos para reconsiderar as questões adotadas. Por exemplo, a brutalidade com que o intelectual ungido ataca seus adversários e a virulência com que eles se prendem às suas crenças, em desafio à crescente evidência contras as "causas de base" da criminalidade e outras teorias sociais, são claras evidências sobre esse grande investimento pessoal em um conjunto de opiniões sociais e políticas.

Os intelectuais não têm o monopólio do dogmatismo e do ego ou do poder em racionalizar. Mas as restrições institucionais que se colocam diante das pessoas nos campos dos negócios, da ciência, dos esportes, dentre muitas outras áreas, confrontam-nas com altos e geralmente ruinosos custos em se persistir em ideias que não funcionam na prática.

De forma semelhante, a história de crenças predominantes entre cientistas que se viram obrigados a abandoná-las diante de evidências contrárias tem um papel central em toda a história da ciência. No mundo dos esportes, seja profissional ou colegial, nenhuma teoria ou crença pode sobreviver a derrotas incessantes e nem sobreviverá a elas qualquer diretor de clube ou treinador.

Tais restrições inescapáveis não fazem parte do repertório das pessoas cujos produtos são ideias que encontram apenas a validação de seus pares ideológicos. Isso vale especialmente para os intelectuais acadêmicos, os quais controlam suas próprias instituições e selecionam, seus colegas e seus sucessores. Nenhum professor que goza de estabilidade profissional pode ser demitido porque votou na implantação de políticas para o campus universitário, que se verificaram econômica ou educacionalmente desastrosas para sua faculdade ou para toda a universidade, ou defendeu políticas que se tornaram catastróficas para a sociedade como um todo.

Essa falta de prestação de contas para com o mundo real não é fruto do acaso, mas compreende um princípio profundamente enraizado cujo santuário recebe o nome de "liberdade acadêmica". Da falta de prestação de contas para o comportamento irresponsável é preciso apenas um pequeno passo. Outros membros da intelligentsia, incluindo tanto a mídia de noticiário quanto a mídia do entretenimento, da mesma forma também dispõem de uma ampla latitude em relação à validação do que dizem, tendo como sua principal restrição a capacidade de atrair público e audiência, seja com verdades ou falsificações, seja produzindo efeitos construtivos ou destrutivos sobre a sociedade como um todo.     

SOWELL, Thomas. Os Intelectuais e a Sociedade. Tradução de Maurício G. Righi. São Paulo: É Realizações, 2011, p. 487-488.

O "Simplismo" de Ignaz Semmelweis

segunda-feira, 18 de março de 2024

Ignaz Semmelweis (1818-1865)

O uso indiscriminado do termo "simplista" acabou se tornando uma argumentação amplamente usada toda vez que não se dispõe de provas concretas, uma forma de desqualificar visões opostas sem a necessidade de confrontá-las com evidências ou análises. 

Portanto, com o objetivo de caracterizar uma conclusão de simplista, praticamente qualquer resposta pode ser manipulada. Isso é feito ao se expandir indefinidamente a questão, englobando dimensões que fogem ao controle explicativo em questão para, então, insinuar-se inadequação, acusando o argumento de simplista. Por exemplo, na década de 1840, o médico obstetra austríaco Ignaz Semmelweis apresentou estatísticas que mostravam uma diferença substancial, verificada nos índices de mortalidade entre mulheres nas clínicas de maternidade em Viena, quando eram examinadas por médicos que haviam lavado suas mãos antes de examiná-las e por médicos que não o tinham feito. À época, as salas de cirurgia eram tão sujas como os cirurgiões que nelas trabalhavam. Assim, o Dr. Ignaz procurava impor a todos os outros a obrigatoriedade de lavar as mãos antes de examinarem as pacientes. Porém, sua sugestão foi rejeitada essencialmente por ser simplista, fazendo uso de um tipo de argumento que está conosco ainda hoje. Ele foi desafiado a explicar por que lavar a mão de alguém afetaria a mortalidade das mulheres em trabalho de parto e, uma vez que isso aconteceu antes de a teoria bacteriana ser desenvolvida e aceita, ele não tinha como provar. Em poucas palavras, a questão fora expandida a ponto de não poder ser respondida naquele estágio do conhecimento, o que fazia qualquer resposta parecer "simplista". Todavia, a questão real não era se aquele médico, o qual se baseava em dados estatísticos, podia responder à questão mais ampla, mas se a evidência mais pontual que ele indicava sobre a questão era válida e se poderia, portanto, salvar vidas baseando-se apenas em fatos empíricos. O perigo em se cometer a falácia post hoc poderia ter sido facilmente evitado ao se continuar a colher dados a fim de verificar se o procedimento de lavagem das mãos, feito por outros médicos, reduzia os índices de mortalidade das gestantes.

É provável que o Dr. Ignaz tenha sido "cancelado" pelos seus colegas médicos por uma combinação de fatores: seu caráter orgulhoso e agressivo e, sobretudo, sua juventude - ele contava apenas 30 anos, quando pôs em xeque todo o sistema de saúde austríaco. Ignaz Semmelweis foi então internado num manicômio, com base em argumentos fraudulentos. Lá ele morreu em 1865, aos 47 anos, sozinho e deprimido.     

Bibliografia consultada:

LÓPEZ, Alberto. "Ignaz Semmelweis, o médico que descobriu como evitar contágios apenas lavando as mãos". El País, 20 de março de 2020, disponível aqui.

SOWELL, Thomas. Os Intelectuais e a Sociedade. Tradução de Maurício G. Righi. São Paulo: É Realizações, 2011, p. 134-135.

O Islã e a Arte da Medicina

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

A arte da medicina, como os médicos muçulmanos a entendiam, era ensinada não nas madrasas, mas por aprendizado ou em bimaristans, os hospitais dotados de waqf que existiam nas grandes cidades. Foi como praticantes da arte da cura que os médicos muçulmanos deram suas mais importantes contribuições. Levaram adiante as técnicas de cirurgia. Observaram o curso das doenças e descreveram-nas; Ibn al-Khatib (1313-74) foi talvez o primeiro a compreender o modo como a peste se espalha por contágio. Eles estudaram a fabricação de drogas a partir de plantas medicinais e seus efeitos no corpo humano, e a farmacopéia era extensa; já se disse que a farmácia como instituição é uma invenção islâmica. Eles também entenderam a importância dos fatores capazes de prevenir o desequilíbrio dos elementos, que, acreditavam, levava à doença: dieta saudável, ar fresco e exercício.    

HOURANI, Albert. Uma História dos Povos Árabes. Tradução de Marcos Santarrita. 2ª reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 1994, p. 210.

Grandes Cientistas

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

 

Invenções da Revolução Industrial

domingo, 9 de fevereiro de 2020


Como Imaginaram Nosso Mundo...

sexta-feira, 22 de março de 2019

Em 1900, imaginaram que no século XXI as casas seriam construídas por máquinas, os bombeiros voariam para resgatar vítimas de incêndio e nós flutuaríamos sobre as águas num passeio de domingo. 

Confira isso e muito mais na reportagem da National Geographic.  

Isaac Newton (1643-1727)

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Retrato de Sir Isaac Newton, 1702, óleo sobre tela de Godfrey Kneller (1646-1723). 

Isaac Newton 
Woolsthorpe-by-Clsterworth, 1642 - Kensington, 1727. 


Isaac Newton nasceu no condado de Lincoln (Inglaterra), no ano em que morreu Galileu, 1642. Quando nasceu, era tão pequeno e fraco que ninguém acreditava que viveria por mais que alguns dias. Contudo, o bebê superou as expectativas e foi criado pela mãe e por um tio, uma vez que o pai morrera meses antes de seu nascimento. 

Aos 12 anos, Isaac Newton foi enviado à escola pública de Grantham, onde só permaneceu dois anos e não se saiu bem. Foi rotulado como "vadio" e "desatento", descuidando-se dos estudos prescritos para dedicar-se a matérias que lhe agradavam e dedicando muito tempo a engenhos mecânicos. Após deixar a escola, foi auxiliar a mãe na fazendola, mas também ali não cumpria todas as obrigações, distraindo-se com a leitura de livros e com a resolução de problemas de matemática. Outro tio, notando sua capacidade, enviou-lhe ao Trinity College, de Cambridge (1661). Formou-se quatro anos depois, sendo eleito membro do colégio na sequência. Além da matemática, estudou ótica, astronomia e astrologia; interessou-se por este último estudo até o final da vida. 

Em 1669, Newton foi nomeado sucessor do seu professor de matemática no Trinity College. Ele manteve essa cadeira durante 34 anos, e não foi brilhante como professor. Era tão desinteressante que, às vezes, não encontrava nenhum ouvinte. Em seu quarto ele montou um laboratório, o único que havia em Cambridge. Fez muitas experiências, sobretudo em alquimia, e interessava-se no "elixir da vida" e na "pedra filosofal". Seu alvo não era comercial; ele nunca mostrou qualquer desejo de ganhos materiais. Provavelmente, ele procurava alguma lei ou processo pelo qual os elementos pudessem ser interpretados como variações transmutáveis de uma única substância básica.

Newton comia frugalmente e queixava-se do tempo que devia dispensar à refeição e ao sono. Quando recebia visitas, costumava às vezes correr para outro quarto para anotar ideias, esquecendo-se completamente dos visitantes. Durante seus 34 anos em Cambridge, elaborou "regras de filosofar", isto é, sobre métodos e pesquisas científicos. Rejeitou as regras que Descartes havia estabelecido como princípios a priori dos quais todas as grandes verdades teriam que derivar por dedução. Assim, por exemplo, ele não se aventurava a uma teoria sobre a natureza da gravitação, mas apenas descreveria sua conduta e formularia suas leis. Contudo, não pretendia evitar as hipóteses como chaves para experiências e nem repudiou a dedução; apenas insistia em que ela devia partir de fatos e conduzir a princípios. Newton era um composto de matemática e de imaginação, e é preciso possuir ambas as coisas para compreendê-lo.

Sua fama tem dois focos: cálculo e gravitação. Seu Método das Fluxões só foi publicado em 1704, embora tenha sido desenvolvido entre 1665 e 1666. Era sua característica demorar a publicação de suas teorias, talvez porque primeiro pretendia resolver as dificuldades que elas pudessem apresentar. No intervalo entre o desenvolvimento do método e sua publicação, Leibniz criou um sistema rival em Mainz e Paris. Em 1699, um matemático suíço aventou a ideia de ter Leibniz tomado os cálculos de Newton, embora este, em 1687, tenha aparentemente aceitado que a descoberta de Leibniz tenha sido feita independentemente. No entanto, pouco após a morte de Leibniz, em 1716, Newton negou que um escólio admitisse ter o falecido cientista ter inventado o calculus differentialis independentemente do dele. 

Antes mesmo de fazer telescópios, Newton chegou (1666) a uma de suas descobertas básicas: a luz branca, ou solar, não é simples nem homogênea, mas um composto de vermelho, laranja, verde, azul, anil e violeta. Ao passar um pequeno raio de luz solar através de um prisma transparente, descobriu que a luz, aparentemente monocromática, se dividia em todas essas cores do arco-íris. A revelação que Newton fez sobre a composição da luz, e de sua refração no espectro, teve então, consequências quase cósmicas na astronomia. Durante três anos, isso provocou uma disputa na Sociedade Real. 

Outro ponto de controvérsia com Hooke dizia respeito ao meio pelo qual se transmite a luz. Hooke seguia a teoria de Huyghens, de que a luz se projeta em ondas de um "éter". Newton propôs, ao invés, a "teoria corpuscular": a luz é devida à emissão, por um corpo luminoso, de incontável número de minúsculas partículas que se projetam em linha reta, pelo espaço vazio, com a velocidade de 190 mil milhas por segundo. Rejeitou o éter como veículo da luz, mas aceitou-o, mais tarde, como veículo da força gravitacional. 

Por volta de 1666, Newton calculara a força de atração, que mantém os planetas em suas órbitas, como variando inversamente ao quadrado da distância do sol. Mas, sem poder harmonizar a teoria com os cálculos matemáticos, deixou-a de lado pelos próximos dezoito anos. Apenas em fevereiro de 1685, por sugestão de Halley, Newton enviou à Sociedade real um tratado no qual resumia suas teorias sobre o movimento e a gravitação. Após novos debates com Hooke, todo o trabalho foi publicado em 1687, com o selo da Sociedade Real e do então presidente, Samuel Pepys. Intitulado Philophiae Naturalis Principia Mathematica, é o mais importante livro científico do século XVII. Constitui um dos eventos básicos da Europa moderna, ao lado de De Revolutionibus Orbium Coelestium (1543), de Copérnico, e Origem das Espécies (1859), de Darwin.

Newton ainda teve uma carreira política, se bem que nesse campo não tenha exercido um papel memorável. Foi eleito para o Parlamento em 1689, até sua dissolução em 1690. Em 1692, passou a enfrentar uma doença física e mental que o acometeu por dois anos. Alguns supuseram que foi o distúrbio nervoso que então o afligiu que o levou da ciência ao Apocalipse; esse fato nós ignoramos. Em 1699, Newton foi nomeado administrador da Casa da Moeda, cargo que manteve durante seus restantes 28 anos de vida, com grande satisfação. Em 1700, ele descobriu a teoria sobre o sextante, que deixou no desconhecimento, salvo por uma carta a Halley. Em 1701, foi reeleito para o Parlamento. Em 1703, foi eleito presidente da Sociedade Real, e anualmente reeleito até sua morte. Em 1705, recebeu o título de cavalheiro da rainha Ana. 

Portanto, a velhice de Newton deve ter sido feliz. Na mecânica, sua obra provou ser infinitamente criadora. O povo de Londres o contemplava com respeito, e ele deixou economias de 32 mil libras quando morreu, embora fosse generoso em suas dádivas e obras de caridade. Apesar disso, ele gostava de ficar só e não fazia amizades facilmente. No fim da vida, passou a sofrer de diversas doenças, como cálculos na bexiga e gota. Em 19 de março de 1727, violentas dores provocadas pelos cálculos fizeram com que perdesse os sentidos. Morreu no dia seguinte, aos 85 anos. Em seus funerais, estiveram presentes estadistas, nobres e filósofos. Voltaire, em seu exílio na Inglaterra, declarou que testemunhou um matemático ser sepultado com honras de um rei.  

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Fonte: DURANT, Ariel & DURANT, Will. A Era de Luís XIV. Tradução de Leônidas Gontijo de Carvalho. São paulo: Companhia Editora Nacional, 1967, p. 52-74.

A Revolução Científica

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018


O Renascimento, a Reforma e a revolução científica integraram um movimento geral que consolidou a transição do mundo medieval para o mundo moderno. Com poucas exceções, os eruditos da Idade Média tinham-se interessado muito mais pelos sistemas da filosofia e da lógica do que pela descrição exata de objetos naturais ou por experiências de ordem prática. Completamente indiferentes à estatística, refugiavam-se em generalizações inúteis, e consideravam as ideias de Galeno e de Aristóteles verdadeiras mesmo quando a evidência os contradizia claramente. Contudo, há que se admitir que a escolástica tornou-se um instrumento capaz de abranger todo o conhecimento e de exprimir todas as sutilezas do pensamento; se as mentes perspicazes que a criaram tivessem alargado as suas investigações às ciências da Natureza, poderiam facilmente ter avançado de séculos as descobertas de tempos modernos. 

A pressão constante que a civilização islâmica exerceu sobre o mundo medieval e a atração teológica e até mesmo mística da ciência dos números produziu alguns progressos nos estudos matemáticos. Outros progressos de caráter prático, especialmente em contabilidade, em balística e em arquitetura ajudaram a criar um interesse crescente pela matemática. O primeiro tratado de álgebra foi publicado em 1494 e a primeira tradução latina de Euclides foi feita em 1505. Mais digna de menção foi a obra realizada em álgebra e geometria por Cardan, por Viète e Stevin, aos quais se atribui o primeiro uso de casas decimais. 

No campo da astronomia, Nicolau de Cusa ressuscitou a antiga teoria grega de que o universo é infinito e de que a Terra deve ter movimento, uma ideia em conflito com as opiniões aceites de Aristóteles e Ptolomeu acerca do universo. Copérnico, autor de De Revolutionibus Orbium Coelestium (publicado pouco antes de sua morte, em 1543), questionou os dois sistemas planetários existentes - o de Aristóteles e o de Ptolomeu. Poucos se deram conta na altura, mas sua teoria heliocêntrica tornou possível a obra de Tycho Brahe, Kepler e Galileu. 

Esses três homens foram beneficiados pelo insaciável desejo de saber da época do Renascimento e pelos progressos na observação direta do céu. Por outro lado, seu trabalho foi dificultado pela desconfiança crescente tanto da Igreja Católica quanto das igrejas protestantes, que notavam que as novas ideias ameaçavam derrubar as concepções tradicionais do universo. Os protestantes criticaram a hipótese copernicana como contrária aos ensinamentos bíblicos e o astrônomo protestante Kepler precisou se refugiar junto aos jesuítas, em 1596. Os católicos, inicialmente preocuparam-se menos com essas questões, mas acabaram por colocar o livro de Copérnico no Index em 1616 e condenar as suas ideias como heterodoxas. 

O matemático Johann Kepler baseou o seu trabalho no "caos" das observações deixadas por Tycho Brahe. Ele estabeleceu três leis planetárias de excepcional importância, sendo que "as órbitas dos planetas são elipses de que o Sol ocupa um dos focos" a mais conhecida. De forma ainda mais enérgica que Copérnico, Kepler afirmou a teoria heliocêntrica e reduziu assim a importância da Terra em relação à do Sol. 

Após ouvir falar na invenção do telescópio por Hans Lippershey, Galileu construiu um desses instrumentos para si, com o qual descobriu três das luas de Júpiter. As suas observações contribuíram fortemente para estremecer as velhas ideias aristotélico-ptolomaicas. Sem se deixar intimidar pela Inquisição, Galileu empreendeu uma investigação minuciosa das doutrinas sobre o sistema planetário. Sua conclusão demonstrou, de forma inquestionável, a superioridade intelectual da hipótese copernicana sobre a aristotélica. Convocado pela Inquisição, Galileu recebeu o silêncio como imposição, passando a viver sob vigilância em Florença, onde se concentrou no estudo da física. Apesar da repressão, por toda a parte as pessoas inteligentes já estavam a aceitar a teoria heliocêntrica do universo. 

Paralelamente a essa revolução na compreensão humana do universo, com todas as suas implicações sociais, políticas e teológicas, outros progressos se desenrolavam nos domínios da anatomia. Os estudos anatômicos de Leonardo da Vinci foram quase tão importantes quanto as suas pinturas, mas Vesálio foi o real pioneiro nessa área. Miguel Servet descobriu a circulação pulmonar do sangue, e o sucessor de Vesálio em Pádua, Colombo, descreveu a "pequena circulação", mas a teoria só foi plenamente formulada em 1628, por William Harvey. 

Além disso, os novos trabalhos em botânica, exemplificados nos estudos de Turner de Wells e do médico do papa, Andrea Cisalpino, e o novo interesse pelos relógios e pela sua construção, seguem numa mesma direção. No século XVII, surgiram o microscópio, o termômetro, o relógio de pêndulo e o telescópio. As experiências práticas substituíram a autoridade como fator decisivo da verdade científica. Pouco a pouco, o interesse pela ciência foi-se tornando de bom tom. Essa nova atitude estava destinada a afetar também a atitude do homem para com a vida, e assim começou a se formar a crença no progresso que germinou na mente humana no século XVIII.      

Bibliografia consultada: GREEN, V. H. H. Renascimento e Reforma - a Europa entre 1450 e 1660. Tradução de Cardigos dos Reis. Lisboa: Dom Quixote, 1991, p. 55-60. 

#15Fatos Grandes Cientistas

segunda-feira, 27 de novembro de 2017


1. Aristóteles (384-322 a.C.) foi um gigante intelectual do mundo grego clássico e suas ideias tiveram duradoura influência na civilização ocidental. Enquanto dirigia o Liceu sua própria escola em Atenas Aristóteles realizou amplos estudos sobre quase todo tipo de disciplina. Seu método de ensino era o peripatético.

2. Arquimedes (c. 287-212 a.C.), natural de Siracusa, uma cidade-estado grega da ilha da Sicília, tornou-se célebre pelas máquinas que inventou. No entanto, ele sempre achou que suas teorias matemáticas eram mais importantes do que seus conhecimentos de mecânica.

3. Ptolomeu (c. 90 - c. 168) era de ascendência grega e viveu na província romana do Egito. Ele fez suas observações astronômicas em Alexandria, e se destacou como um grande elaborador de sínteses em suas explicações sobre o funcionamento do universo.   

4. Euclides de Alexandria (c. 325-265), um greco-egípcio, é considerado o "pai da geometria". Sua obra Os elementos é, até hoje, o livro mais reproduzido no mundo. Esse livro foi considerado ao longo da Idade Média o mais importante compêndio de matemática.

5. Fibonacci (1170-1250) é o autor do Liber abaci, obra revolucionária que introduziu na Europa várias ideias e conceitos indo-arábicos de importância crucial. Entre eles estavam os numerais arábicos, o conceito matemático do zero e o sistema de numeração com casas decimais. A "Sequência de Fibonacci" tem uso prático, uma vez que ajuda a solucionar alguns problemas matemáticos.

6. Nicolau Copérnico (1473-1543) deve ter conhecido a teoria de Ptolomeu na Universidade de Cracóvia, onde estudou. Em 1514, ele divulgou a um pequeno grupo de amigos sua primeira versão do estágio de desenvolvimento de sua teoria do sistema heliocêntrico. No entanto, a versão completa só foi para o prelo quando ele estava à beira da morte.

7. Galileu Galilei (1564-1642), famoso defensor do heliocentrismo (a ponto de quase ser condenado à fogueira pela Inquisição), muitas vezes é conhecido como "o pai da ciência moderna". Seu método experimental quantitativo se tornou, mais tarde, a metodologia padrão na esfera da investigação científica.

8. Johannes Kepler (1571-1630) foi adepto do luteranismo durante toda a vida. Em Praga, ele ajudou o astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601) a elaborar um novo conjunto de tabelas astronômicas. Sua mãe, Catarina, foi presa sob a acusação de bruxaria, e por pouco não foi submetida a sessões de tortura. 

9. René Descartes (1596-1650) é considerado o "pai da filosofia moderna". Ele formulou sua teoria de geometria analítica enquanto sofria com o calor intenso de seu quarto. É o autor da frase "ergo, cogito ergo sum" ("penso, logo existo").

10. Sir Isaac Newton (1642-1727), nascido em Lincolnshire, Inglaterra, escreveu muito sobre alquimia história antiga e estudos bíblicos. Tornou-se membro do Parlamento reformou a Casa da Moeda e foi eleito presidente da Royal Sociey, de 1703 em diante. 

11. Benjamin Franklin (1706-1790) nascido em Boston, Massachusetts foi uma figura de destaque na Guerra de Independência Americana e, inclusive, ajudou a redigir a Declaração de Independência (1776). Apesar de ter sido cientista e inventor, achava que seu trabalho no serviço público era mais importante do que suas contribuições científicas. 

12. Carl Friedrich Gauss (1777-1855) nasceu em Brunswick, atual Alemanha. Em 1801 estabeleceu os fundamentos de seu método de busca de conhecimento científico e do saber das ciências matemáticas: intensas pesquisas empíricas, seguidas de reflexões que, por suas vez, levaram-no à formulação de uma teoria. Foi um grande polímata. 

13.  Heinrich Hertz (1857-1894), um físico alemão, descobriu as ondas de rádio. Hertz demonstrou que as ondas de rádio eram passíveis de reflexão, refração e difração.

14. Marie Curie (1867-1934) nasceu em Varsóvia, então parte do Império Russa. Tornou-se a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel, conquistado por suas pesquisas sobre radiação na área da física, junto com seu marido, Pierre, e Henri Becquerel. 

15. Albert Einstein (1879-1955), famoso pela teoria da relatividade, era de ascendência judaica. Por essa razão, ele abandonou definitivamente a Alemanha em 1932, imigrando para os Estados Unidos. Em 1952, recusou o convite para se tornar o presidente de Israel.

Bibliografia consultada: CHALTON, Nicola & MacARDLE, Meredith. A História da Ciência para quem em pressa. radução de Milton Chaves. 1. ed. Rio de Janeiro: Valentina, 2017.

Leia Livros Evolucionistas!

domingo, 16 de outubro de 2016

Cartum de Darwin publicado na revista satírica The Hornet, em 1871.

"A leitura exaustiva do livro A Origem das Espécies, de Darwin, e de dezenas de outros livros evolucionistas, ajudou ainda mais a cristalizar a minha posição criacionista. Não conseguia entender como um autor com ideias tão confusas como Darwin tinha muito mais fama do que Mendel, o pai da Genética; Lineu, o pai da Sistemática; e o grande Pasteur, com sua participação decisiva, sepultando a crendice da geração espontânea. Todos eles - criacionistas - foram, de modo deliberado e consciente, relegados a um plano secundário."

Prof. Me. Roberto César de Azevedo, biólogo.

In: BORGES, Michelson. Por Que Creio - Doze pesquisadores falam sobre Ciência e Religião. Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2010, p. 159.

«Por que Creio», de Michelson Borges

sábado, 8 de outubro de 2016


Neste sábado eu resolvi concluir a leitura desse livrinho publicado pela CPB em 2010. O teólogo e jornalista Michelson Borges entrevistou doze pesquisadores de áreas como Biologia, Geologia, Bioquímica, Física, Matemática, Arqueologia e Teologia. Todos eles - como o mundialmente conhecido Michael Behe, autor de A Caixa-Preta de Darwin - provam que é possível conciliar a fé com a pesquisa científica. E mostram que há evidências de planejamento inteligente no Universo. 

O Mecanismo de Anticítera

terça-feira, 5 de julho de 2016

Frágil, intrigante e cheio de surpresas: outra prova da genialidade dos antigos.


Em 1900 foi descoberto o objeto mais misterioso da história da tecnologia, uma máquina produzida há dois mil anos, na Grécia. Trata-se de um instrumento de bronze desgastado, do tamanho de um laptop. Contêm 27 rolas de engrenagens em seu interior e provavelmente foi produzido pelo brilhante matemático Arquimedes. 

Segundo o matemático Tony Freeth, da Universidade de Cardiff, se essa máquina não tivesse sido descoberta, ninguém teria imaginado ou sequer acreditado que algo assim existiu no passado, tamanha é a sua sofisticação.

Passaram-se cerca de um milênio e meio até que algo similar à máquina de Anticítera fosse criado, na forma dos primeiros relógios astronômicos, na Europa. Acredita-se que o mecanismo de Anticítera podia prever eclipses, e não apenas o dia, mas a hora, a direção da sombra e a cor com a qual a Lua apareceria. O aparelho também previa a data exata dos Jogos Pan-Helênicos. 

Fonte: BBC Brasil

Doc. Ao Infinito e Além

sexta-feira, 25 de março de 2016