“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel

“Quem não é capaz de sonhar com a história diante dos documentos não é historiador.” F. Braudel
Villa Borghese, Roma, Itália.
Mostrar mensagens com a etiqueta Pré-História. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pré-História. Mostrar todas as mensagens

Casa de Catal Hüyük, Turquia

domingo, 24 de dezembro de 2023

 

Mito sobre a formação do Estado

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Quando examinadas em detalhe, as datas históricas ou arqueológicas não conseguem sustentar a ideia de que a irrigação foi a força motriz da formação do Estado. Na Mesopotâmia, na China setentrional, no México e em Madagascar, os sistemas de irrigação em pequena escala já existiam antes do surgimento dos Estados. A construção dos grandes sistemas de irrigação não acompanhou o surgimento dos Estados, e só muito mais tarde eles apareceram em cada uma dessas áreas. Na maioria dos Estados formados na região dos maias na Mesoamérica e nos Andes, os sistemas de irrigação sempre foram pequenos, num tamanho que as comunidades locais podiam construir e manter. Assim, mesmo nas áreas onde os sistemas complexos de controle hidráulico surgiram, eles eram uma consequência secundária dos Estados, que devem ter-se formado por outras razões.  

DIAMOND, Jared. Armas, Germes e Aço - os destinos das sociedades humanas. Tradução de Cynthia Cortes [et. al.]. Rio de Janeiro: Record, 2005, p. 283-284.

Origem da Produção de Alimentos

domingo, 10 de setembro de 2023

 

A Tabela 5.1 sintetiza, para essas e outras áreas de domesticação local, alguns dos animais e culturas mais conhecidos e as datas iniciais da domesticação. Entre as nove áreas prováveis de produção independente de alimentos no início da evolução dessa prática, o sudoeste da Ásia tem as datas precisas mais antigas, tanto para a domesticação das plantas (por volta de 8500 a.C.), quanto de animais (por volta de 8000 a.C.); e também tem, de longe, o maior número de datas obtidas por radiocarbono relativas ao início da produção de alimentos. As datas da China são quase tão antigas, enquanto no leste dos Estados Unidos a atividade só apareceu cerca de 6000 anos depois. Nas outras seis áreas, a mais antiga não compete com as do sudoeste da Ásia, mas muito poucos sítios foram datados com precisão nessas seis áreas para que pudéssemos ter certeza de que realmente começaram antes e, neste caso, quanto tempo antes.  

DIAMOND, Jared. Armas, Germes e Aço - os destinos das sociedades humanas. Tradução de Cynthia Cortes [et. al.]. Rio de Janeiro: Record, 2005, p. 97.

Homo luzonensis

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Ossos e dentes (vide acima) de um suposto novo membro do nosso gênero foram descobertos na ilha de Luzón, nas Filipinas. Por isso, foi batizado de Homo luzonensis; ele teria vivido há 67 mil anos. Assim, a lista de membros que habitavam a Terra nesse período passa de cinco conhecidos (neandertais, denisovanos, hobbits de Flores, erectus e sapiens) para seis. 

Os hobbits de Flores desapareceram há 50 mil anos, exatamente quando o Homo sapiens chegou à Àsia. O luzonensis seria um descendente do erectus que chegaram ao que hoje é a China ou, segundo outra hipótese, tanto os hominídeos de Luzón quanto os de Flores seriam descendentes de um antepassado comum que surgiu na ilha de Sulawesi. 

Fonte: El País  

Debates sobre a Ocupação da América

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Segundo uma teoria tradicional, grupos de homens modernos (Homo sapiens) teriam atravessado o Estreito de Bering há cerca de 15 mil anos, ocupando a partir daí o continente americano. No entanto, um estudo publicado recentemente na revista Nature afirma que ossos de um mastodonte (um parente extinto dos elefantes) encontrados em San Diego (EUA), e datados de 130 mil anos, apresentam sinais de terem sido quebrados com ferramentas de pedra. Isso seria uma indicação de que hominídeos chegaram ao continente muito antes do que se pensava. 

Assim, a descoberta atiça ainda mais a controvérsia sobre a cronologia da ocupação humana nas Américas, alimentado por outros achados, como os do sítio de Pedra Furada, no Parque Nacional da Capivara, Piauí (Brasil), cuja datação sugere que grupos de Homo sapiens já habitavam a região entre 20 mil e 50 mil anos atrás. 

Fonte: O Globo  

Espantalho Evolucionista há 60 Anos

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Uma mentira sessentona...

A representação artística da suposta macroevolução humana tem sido divulgada à exaustão há várias décadas. Assim, para muitos ela é uma verdade absoluta e inquestionável (a semelhança de um dogma religioso). 

É justamente por isso que são tão importantes as revelações do paleantropólogo Tim White. Segundo ele, "a representação unilinear da evolução humana popularizada pela iconografia familiar de uma 'marcha evolutiva para o homem moderno' foi provada errada há mais de 60 anos. No entanto, o desenho continua a fornecer um espantalho popular igualmente para cientistas, escritores e editores" (Tim White, “Paleoanthropology: Five’s a Crowd in Our Family Tree”, in: Current Biology, feb. 2013; citado em Desafiando a Nomenklatura Científica).

Outro estudioso que questiona as convicções sobre a evolução humana é Ronny Nalin, Ph.D. em Ciências da Terra pela Universidade de Pádua, na Itália. Por exemplo, segundo ele "a evidência fóssil utilizada como argumento em favor de uma relação evolutiva entre o gênero Homo e outras formas extintas de hominídeos está longe de ser convincente e continua sem solução, especialmente à luz de um registro fóssil ainda incompleto do hominídeo do Plioceno". Saiba mais ao ler o artigo De onde vêm os seres humanos?.

Genes extintos no DNA humano atual

domingo, 20 de março de 2016


Dente encontrado na caverna de Denisova (divulgação/Nature)

A miscigenação na Pré-História era bem mais variada do que se imaginava. Um estudo do material genético do homem moderno e de dois ancestrais humanos neandertais e denisovanos mostrou que em vários momentos e em vários continentes ocorreram cruzamentos entre eles. 

Um pequeno percentual de genes desses ancestrais humanos extintos ainda está presente no ser humano moderno, mas em diferentes proporções, revelando a história das migrações pré-históricas. 

Fósseis já haviam demonstrado que houve convivência entre o homem moderno e seus primos arcaicos encontrados em cavernas, o homem de Neanderthal (Alemanha) e o de Denisova (Sibéria, na Rússia). Enquanto o primeiro já era conhecido desde 1856, o segundo só foi descoberto em 2008. 

Do homem de Denisova existem somente dois dentes, um osso de dedo da mão e outro dedo do pé, com idade aproximada entre 40 e 50 mil anos. Assim, os denisovanos são conhecidos mais pelos seus genes que aparecem em humanos modernos, conforme explica Joshua Akey, líder da equipe de pesquisa da Universidade de Washington, Seattle (EUA). 

Fonte: A Tribuna (20/03/2016) 

Homo naledi: o elo perdido?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015



Mais uma vez, os cientistas têm classificado símios como hominídeos. Sobre o "saco de gatos" que virou a árvore genealógica da espécie humana, leia um artigo publicado na Folha (com os comentários de Michelson Borges em colchetes). 

Um violentíssimo massacre pré-histórico

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Pesquisadores encontraram esqueletos mutilados em assentamento de agricultores europeus de 7 mil anos. As feridas são, provavelmente, resultado de um conflito motivado por extremas secas na região.

Crânio fraturado de criança encontrado na vala em Schoeneck-Kilianstaedten.

Há 7 mil anos a Europa conhecia um massacre brutal. Adultos e bebês foram mutilados e, provavelmente, barbaramente torturados ainda vivos. O estudo que revelou esse triste ocorrido foi divulgado na última segunda-feira (17).

Os restos mortais encontrados pertenciam a agricultores da região de Schoeneck-Kilianstaedten, na Alemanha. Suas cabeças foram partidas, e suas canelas e pés foram esmagados (provavelmente para evitar fugas). Os corpos sofreram ferimentos profundos por ferramentas de pedra e metal. Para os pesquisadores, os assassinatos não ocorreram de forma isolada. Isso reforça a teoria que existia um padrão de violência generalizada nos tempos do Neolítico com a finalidade de mostrar força e intimidar os oponentes. 

Fonte: Veja. 

Nota: Esse estudo corrobora a tese de Lawrence H. Keeley, autor de A Guerra antes da Civilização - o Mito do Bom Selvagem. O passado remoto idílico, sonho rousseauniano da esquerda caviar, nunca esteve tão desacreditado... 

Humanidade - A História de Todos Nós

quarta-feira, 1 de julho de 2015


Infelizmente, o episódio 1 foi censurado. Abaixo segue o episódio 2, e os demais abrem na reprodução automática.

Homens de Ferro

A Caminhada do Homem

terça-feira, 9 de junho de 2015

Parte 1

Parte 2

Parte 3

A Origem do Homem Americano

terça-feira, 7 de abril de 2015





Indico estes dois vídeos especialmente para os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio, que estudam as teorias sobre a chegada do homem ao nosso continente.

Os Gigantes da Era do Gelo

quarta-feira, 11 de março de 2015



Adultos e crianças poderão visitar a exposição Gigantes da Era do Gelo. A mostra é inédita na cidade e conta com réplicas de animais que habitaram a Terra no período glacial. A visitação poderá ser feita a partir desta terça-feira, 10, até 10 de abril. A mostra vem direto da Colômbia e já foi vista por mais de 15 milhões de pessoas.

Criada por uma equipe de paleontólogos da República Tcheca, a exposição demorou cerca de dois anos para ficar pronta, com todo um trabalho que envolveu desde o desenho dos animais em réplicas de três dimensões, baseados em métodos científicos de reconstrução em paleontologia, até uma pesquisa de campo, já que os criadores do projeto chegaram a viajaram para a Sibéria para conferir os restos mortais de mamutes. São reproduções fidedignas, com descrições científicas de cada espécie feitas em resina, poliuretano, couro e fibras naturais, que reproduzem detalhes reais de cada espécie.


A mostra

Serão 11 reproduções de grandes animais que viveram no período também conhecido como Era Glacial, resultado da expansão de mantos de gelo por vários continentes do planeta.

Por serem peças muito grandes, a exposição estará distribuída em várias partes do shopping, ao invés de ficar concentrada em apenas um local. As espécies que farão parte da mostra pertenceram ao período Paleolítico e estão todas extintas. Os visitantes poderão saber mais sobre cada uma das criaturas, como seus habitats e principais características com as placas informativas e também a ajuda de monitores capacitados para explicar sobre cada um dos animais aos visitantes.


SERVIÇO

Exposição “Os Gigantes da Era do Gelo”
Data: 10/03 a 10/04
Local: Boulevard Shopping (Rodovia do Sol, 5.000, Vila Velha)
Horário: De segunda a sábado das 10h às 22h e domingos e feriados das 11h às 22h
Sobre: Onze reproduções de grandes animais que caminharam sobre a Terra no período também conhecido como Era Glacial, como como o mamute, o rinoceronte-lanudo, o alce-gigante, o urso-das-cavernas, o tigre-dentes-de-sabre, o castor-gigante, o gliptodonte e o moa. 
Entrada gratuita

Palestras sobre o Criacionismo Bíblico

segunda-feira, 9 de março de 2015

[Clique na imagem acima para ampliá-la]

No próximo fim de semana (dias 13, 14 e 15/03), o cientista criacionista Adauto Lourenço fará uma série de palestras na 1ª Igreja Presbiteriana do Brasil em Campo Grande, Cariacica. Desta vez ele tratará dos primeiros capítulos do livro de Gênesis à luz dos estudos criacionistas.

Eu já tive a oportunidade de assistir algumas palestras do Prof. Adauto. Muitas delas estão disponíveis no YouTube, tais como:














De Onde Veio Toda a Água

Para Onde Foi Toda a Água


Adauto J. B. Lourenço é formado em Física pela Bob Jones University (1990), Carolina do Sul, EUA. Possui mestrado em Física, obtido na Clemson University (1994), Carolina do Sul, EUA, onde defendeu a tese intitulada “Inelastic Scattering of Helium from Rhodium”. Realizou pesquisas no Max Planck Institut für Strömungsfurchung, em Göttingen, Alemanha, em conjunto com Dr. J. R. Manson e Dr. J. P. Toenies (1992), no Oak Ridge National Laboratory (1990-1993), em conjunto com Dr. R. J. Warmack e Dr. T. L. Ferrell e também coordenou, em conjunto com o engenheiro Ary Biazotto Corte Jr., a pesquisa do equipamento OX-FREE, de anticorrosão, financiada pela FAPESP, durante os anos de 2003-2005. É autor de vários escritos, dentre eles Como tudo começou.

O humano mais antigo do mundo (será?)

sexta-feira, 6 de março de 2015



Uma equipa internacional de arqueólogos acredita ter encontrado o humano mais antigo do Mundo. As duas mandíbulas encontradas na Etiópia, no este de África, datam de há cerca de 2,8 milhões de anos, meio milhão de anos antes do que se supunha ser a origem do género Homo ao qual pertencemos. Esta descoberta pode alterar as hipóteses sobre o local e momento da origem dos humanos, referem os autores do estudo publicado na revista científica Science.

Foi Chalachew Seyoum, um estudante etíope da Universidade Estatal do Arizona, que descobriu o primeiro dente no sítio Ledi-Geraru, na Etiópia, e depois disso a mandíbula que se confirmou ter cerca de 2,8 milhões de anos. O mais surpreendente é a proximidade com o Australopithecus afarensis, da mesma espécie que a conhecida Lucy.


Uma proximidade que é geográfica, temporal e até morfológica. Lucy foi encontrada em 1974, a umas dezenas de quilómetros deste novo achado. Embora tivesse cerca de 3,4 milhões, o Australopithecus afarensis mais recente terá vivido há três milhões de anos, refere o National Geographic. A possibilidade desta espécie de australopiteco e de hominídeo se terem cruzado não é descartável e coloca-se mesmo a hipóteses que Homo agora encontrado seja uma espécie de transição.

“Este espécime combina traços primitivos dos primeiros Australopithecus com características morfológicas derivadas observadas em Homo posteriores”, referem os autores no artigo, confirmando que a evolução da mandíbula e dentes se deu no início da linhagem do género Homo. “É uma forma de transição, como seria expectável naquela altura. O queixo parece mais antigo no tempo, mas os dentes parecem mais modernos”, explica William Kimbel, investigador da Universidade Estatal do Arizona.

O sítio onde foram encontradas as mandíbulas está a umas dezenas de quilómetros de Gona, onde apareceram as ferramentas de pedra mais antigas que se conhecem, refere o El Pais. Pensava-se que Homo habilis teria sido o primeiro manusear ferramentas, mas “até agora não havia nenhum fóssil que correspondesse a essas ferramentas [de Gona]”, referiu Carlos Lorenzo, arqueólogo na equipa de Atapuerca e que não esteve envolvido neste estudo. “Não sabíamos quem as tinha feito, mas agora pode atribuir-se a este novo Homo.”

A espécie de Homo mais antiga conhecida tinha 2,3 milhões de anos e tinha sido encontrada na mesma região, mas os fósseis humanos do período entre dois a três milhões de anos são bastante raros. Assim, esta nova espécie descoberta volta a agitar a árvore filogenética humana como se conhece. Uma descoberta reforçada pelo estudo publicado esta semana na Nature, que mostrou que a estrutura de mandíbula e dentes do Homo habilis, quando comparada com australopitecos e hominídeos mais modernos, implicava a existência de uma espécie mais antiga de Homo ou uma evolução de Homo habilis que se tivesse iniciado muito tempo antes.


Nota: Os evolucionistas já consideram um pedaço de mandíbula e alguns dentes um ancestral humano, um possível elo entre a espécie Australopithecus afarensis (representada pela famosa fêmea Lucy) e o Homo habilis, considerado o primeiro hominídeo a fabricar ferramentas de pedra. O escritor criacionista Michelson Borges denunciou que a notícia da descoberta desse fóssil trata-se de mais um exemplo típico de "divulgação científica ufanista". Um exemplo disso é a reportagem de anteontem da Folha.

A história da evolução humana pode ser reescrita

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

David Lordkipanidze, diretor do Museu Nacional da Geórgia, em Tbilisi, exibe o "Crânio 5", que teria 1,8 milhão de anos. O crânio combina características até então nunca observadas no mesmo ser primitivo. 

Fósseis de 1,8 milhão de anos encontrados na Geórgia sugerem que a aparência dos ancestrais humanos era muito variada; e que os 'Homo habilis', 'Homo rudolfensis' e 'Homo erectus' poderiam pertencer a uma mesma espécie. 

O crânio que pode obrigar os cientistas a reescreverem toda a história da evolução humana foi descoberto em 2005, na região de Dmanisi, Geórgia. Na verdade, os cientistas sempre enfrentaram dificuldades para traçar a linha evolutiva entre o Homo habilis, o Homo rudolfensis e o Homo erectus, e nunca apontaram de maneira definitiva qual dessas espécies deu origem às outras e aos Homo sapiens.

Em suma, os pesquisadores sugerem a derrubada da ideia da existência de várias espécies Homo. Para eles, houve uma única espécie Homo erectus, surgida no continente africano, capaz de se adaptar aos diferentes ecossistemas e que daria origem aos seres humanos modernos. A hipótese não deverá ser aceita imediatamente pela comunidade científica, mas poderá ensejar outros estudos que, sim, poderão reescrever a história da evolução do homem.

Saiba mais na reportagem de Veja

Leia também o artigo original da Science e a nota do escritor criacionista Michelson Borges, sobre a descoberta do Crânio 5. 

Recentemente, as descobertas de novos fósseis, desta vez na Etiópia, tornaram o emaranhado da história da evolução humana ainda mais difícil de desatar. Leia AQUI. Leia também: Australopithecus sediba: mais outro macaco que cai da árvore da evolução humana. 

Fósseis encontrados no Marrocos também podem mudar tudo o que se sabe sobre a origem da humanidade, segundo informa a BBC Brasil.